Uma análise da relação conflituosa entre parte da mídia potiguar e o governo Fátima Bezerra. Como diferentes temas — violência, estradas, saúde e agora educação — foram usados como foco de críticas, mesmo após avanços comprovados. Nunca houve tanto peso concentrado contra um governo estadual. Essa é uma guerra de narrativas típica da política, na qual adversários se valem da imprensa para desconstruir a gestão. Cabe ao governo reagir com estratégia de comunicação, já que o “jogo é jogado”.
Uma reflexão sobre o impacto de Donald Trump na política internacional. Trump está corroendo a credibilidade construída pelos EUA ao longo de décadas, substituindo confiança e estabilidade por instabilidade e desconfiança. Relembrando o episódio da invasão do Iraque como exemplo de um tempo em que o mundo acreditava cegamente nos EUA, situação que já não se repete. Além disso, questiona se Trump realmente deixará o poder ao final de um eventual segundo mandato. Diante de seu histórico, a aposta é que ele tentará permanecer no jogo político, contestando regras e criando narrativas de fraude.
Especulações voltaram a apontar que Walter Alves poderia disputar o Governo do Estado em 2026, mas a hipótese não encontra respaldo. Em entrevista, Cadu Xavier disse que abriria mão de sua candidatura caso Waltinho aceitasse concorrer, gesto interpretado mais como cortesia. Walter, por sua vez, prioriza o fortalecimento do MDB e não se anima com os resultados das pesquisas em que aparece. Toda a base governista já declarou apoio a Cadu, incluindo PT, MDB, PCdoB, PDT, PV e PSB. O cenário consolidado indica que Cadu segue como o nome da situação.
Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa do RN, segue indefinido sobre seu futuro político. Ele condicionava sua candidatura a deputado federal ao aumento do número de cadeiras do estado na Câmara, projeto vetado por Lula e considerado encerrado em Brasília. Tentativas de compor uma nominata com Walter Alves e outros nomes não prosperaram. Fora da possibilidade de continuar à frente da Assembleia, Ezequiel avalia alternativas sem pressa. A expectativa é que ele deixe o PSDB para se filiar ao MDB, mas o tempo pode pesar contra sua articulação eleitoral.
A disputa eleitoral de 2026 no RN tende a reproduzir a polarização entre campo conservador e progressista. Com dois nomes no conservadorismo (Allyson e Rogério) e apenas um no progressismo (Kadu Xavier), a lógica indica a presença de Kadu no segundo turno. O adversário sairia da disputa entre Allyson e Rogério, com vantagem atual para o prefeito mossoroense. Assim, o cenário mais provável é um embate final entre Kadu e Allyson, marcado por incertezas sobre alianças e transferência de votos.
O Congresso Nacional articula a chamada PEC da Blindagem, que busca tornar deputados e senadores praticamente imunes a investigações, prisões e responsabilizações. A proposta ameaça a harmonia entre os poderes, já que o Legislativo pretende controlar até decisões judiciais. Com emendas milionárias, falta de fiscalização e apoio de partidos do Centrão e parte da esquerda, o projeto avança. Para a população, sobra a indignação diante do risco de transformar o Parlamento em abrigo da corrupção e da impunidade.

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