A disputa eleitoral de 2026 no RN tende a reproduzir a polarização entre campo conservador e progressista. Com dois nomes no conservadorismo (Allyson e Rogério) e apenas um no progressismo (Kadu Xavier), a lógica indica a presença de Kadu no segundo turno. O adversário sairia da disputa entre Allyson e Rogério, com vantagem atual para o prefeito mossoroense. Assim, o cenário mais provável é um embate final entre Kadu e Allyson, marcado por incertezas sobre alianças e transferência de votos.
O Congresso Nacional articula a chamada PEC da Blindagem, que busca tornar deputados e senadores praticamente imunes a investigações, prisões e responsabilizações. A proposta ameaça a harmonia entre os poderes, já que o Legislativo pretende controlar até decisões judiciais. Com emendas milionárias, falta de fiscalização e apoio de partidos do Centrão e parte da esquerda, o projeto avança. Para a população, sobra a indignação diante do risco de transformar o Parlamento em abrigo da corrupção e da impunidade.
A aliança de Zenaide Maia com Allyson Bezerra abre três frentes de dificuldade. Primeiro, resistência dentro do União Brasil e pouco empenho do PP em apoiá-la. Segundo, o desconforto de dividir palanque com críticas a Fátima Bezerra, de quem foi aliada. Terceiro, a aposta em um “palanque de centro” pode deixá-la sem apoio nem da esquerda nem da direita. O risco é de isolamento político.
O senador Rogério Marinho apostou sua carreira recente na fidelidade ao bolsonarismo, onde encontrou espaço após a derrota eleitoral de 2018. Hoje, sonha com três caminhos: compor chapa presidencial, disputar o Governo do RN ou presidir o Senado. Mas esse projeto depende da sobrevivência política de Bolsonaro. Com a provável ascensão de Tarcísio de Freitas como nome do centrão, Rogério tende a perder protagonismo nacional. O futuro de sua aposta política segue envolto em incertezas.
Álvaro Dias afirmou que a chapa de oposição no RN já está formada com Rogério Marinho para o Governo e ele próprio e Styvenson Valentim disputando o Senado. O vice deverá ser indicado por Paulinho Freire. Caso Rogério não concorra, Álvaro será o candidato ao Executivo. Babá Pereira poderá integrar a chapa, disputando o Senado ou assumindo a suplência de Styvenson.
A Justiça do RN rejeitou a ação popular movida pelo senador Styvenson Valentim contra o contrato do Governo com o Banco do Brasil para empréstimos consignados. O juiz Francisco Seráphico considerou todas as acusações improcedentes. Apesar disso, Styvenson já havia insinuado irregularidades e atacado a governadora Fátima Bezerra. A decisão reforça críticas ao estilo do senador, marcado por acusações precipitadas sem retratação posterior.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG