A investigação contra Allyson Bezerra tende a se arrastar por longo período e, no momento, não impede o registro de sua candidatura. Enquanto o inquérito permanecer sob sigilo, o impacto político tende a diminuir, dando espaço a uma disputa de narrativas. A defesa deve explorar a ausência de provas diretas contra o prefeito. Do ponto de vista eleitoral, ainda há tempo para atenuar danos, e os efeitos reais dependerão da reação do eleitorado.
A antiga parceria política entre Walter Alves e Ezequiel Ferreira dá sinais de esgotamento diante da reorganização partidária no Rio Grande do Norte. Enquanto Waltinho conduz o MDB para a federação União Brasil/PP, Ezequiel se aproxima do Republicanos, disputando os mesmos nomes para a formação de nominatas. A sobreposição de interesses pode gerar um confronto político direto entre os dois grupos. A expectativa é que Ezequiel confirme sua filiação ao Republicanos antes do carnaval.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, iniciou uma ofensiva política e midiática após a operação da Polícia Federal que realizou busca e apreensão em sua residência. Em entrevistas concedidas em Natal, apresentou sua defesa, negou irregularidades e destacou ações de transparência em sua gestão. Allyson afirmou não ver impacto negativo nas pesquisas e citou manifestações de apoio político. A estratégia agora é gerar novos fatos na disputa estadual e avançar na consolidação da pré-candidatura ao Governo.
Em entrevista à FM 88, Fátima Bezerra reafirmou que é candidata ao Senado, mas deixou claro que o PT não abrirá mão de governar o Rio Grande do Norte até o fim do mandato constitucional. A governadora sinalizou que a prioridade é manter o controle do governo no mandato tampão. Também afirmou estar articulando forças políticas para esse objetivo. Fátima ainda demonstrou confiança de que Cadu Xavier chegará ao segundo turno com o apoio de Lula.
Ao questionar no STF o corte das emendas de bancada, o senador Styvenson Valentim revelou um desvio na finalidade dessas verbas no Rio Grande do Norte. Segundo ele, recursos coletivos foram rateados entre parlamentares, transformando emendas de bancada em indicações individuais. A prática rompe com o caráter estrutural dessas emendas. O episódio expõe uma engenharia política que amplia o controle individual sobre recursos públicos.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG