A reconfiguração dos palanques eleitorais no RN tem provocado mudanças bruscas de discurso. Walter Alves e Hermano Morais exemplificam esse movimento, ao passarem de aliados do governo a críticos contundentes. Embora a mudança de posição seja legítima, chama atenção a ausência de transição na narrativa. O “cavalo de pau” retórico expõe a lógica dura do jogo político.
Apesar da chapa majoritária praticamente definida, a direita no Rio Grande do Norte ainda passará por mudanças partidárias. Álvaro Dias, Styvenson Valentim e Ezequiel Ferreira estão no centro dessas articulações. As trocas envolvem controle de siglas e acesso ao fundo eleitoral. O movimento também alcança as chapas proporcionais, com destaque para Carla Dickson e Nina Souza.
A disputa pelo mandato-tampão no Rio Grande do Norte entrou em uma fase estratégica decisiva. A oposição concentra esforços em inviabilizar a renúncia de Fátima Bezerra ou a vitória do PT na eleição indireta. Embora haja chances reais de renúncia e eleição do sucessor, o cenário se tornou mais complexo e arriscado. Assumir o governo a partir de abril pode representar mais riscos do que vantagens para qualquer lado.
O texto analisa o cenário em que a oposição vence a eleição indireta e assume o mandato-tampão no RN. Em qualquer desfecho — com ou sem caos financeiro — o novo governo tende a sair politicamente desgastado. A ausência de colapso desmoraliza o discurso oposicionista; a existência dele transfere culpa ao governante da vez. O mandato-tampão pode acabar sendo mais uma armadilha do que um trunfo eleitoral.
O texto analisa o cenário em que o PT vence a eleição indireta para o mandato-tampão no RN e mantém o controle do governo. A depender do desempenho administrativo entre abril e setembro, o partido pode transformar o período em trunfo eleitoral ou em fator de desgaste. O equilíbrio financeiro fortalece o discurso do legado de Fátima e a associação com Lula; o caos, por outro lado, alimenta a narrativa oposicionista. O impacto para a oposição será analisado em uma próxima postagem.
Allyson Bezerra confirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado durante o evento “RN do Futuro”, em Natal, e anunciou que renunciará ao cargo de prefeito no fim de março. O anúncio antecipou um movimento já esperado, embora Allyson preferisse oficializar a candidatura apenas após a renúncia. Politicamente, o cenário pouco muda, mas administrativamente o prefeito terá que conciliar a gestão com a pré-campanha. A chapa está quase fechada, restando apenas a definição do segundo nome ao Senado.

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