A eleição indireta para o mandato-tampão no RN gira em torno da posição do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira. Embora mantenha silêncio estratégico, uma declaração sobre voto aberto indica que ele já trabalha com o cenário de renúncia da governadora. A frase sugere uma sequência clara: dupla vacância, eleição indireta e votação aberta no Legislativo.
Às vésperas do evento “RN do Futuro”, cresceu a pressão para que Allyson Bezerra anunciasse sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Apesar da expectativa criada na mídia e entre aliados, a resistência parte do próprio prefeito, que condiciona o anúncio à renúncia imediata ao cargo. O impasse gerou críticas, frustrações e elevou a curiosidade sobre o desfecho do encontro.
Com os anúncios das vices nas chapas de Álvaro Dias e Allyson Bezerra, apenas a chapa governista segue sem definição. O pré-candidato Cadu Xavier confirmou que a vaga será ocupada por uma mulher. Larissa Rosado e Márcia Maia são os nomes em avaliação. Internamente, Márcia aparece como favorita pelo resgate do legado de Wilma de Faria.
A Prefeitura de Governador Dix-Sept Rosado deu início, pelo terceiro ano consecutivo, ao maior programa de corte de terra do Rio Grande do Norte. Serão 4.500 horas de trator para atender cerca de 3.500 famílias da zona rural. O investimento é de aproximadamente R$ 1 milhão em recursos próprios, além da distribuição de sementes. A ação fortalece a agricultura de subsistência e garante o preparo do solo antes do período de chuvas.
Fátima Bezerra e Ezequiel Ferreira iniciaram conversas sobre a eleição para o mandato-tampão. A governadora condiciona uma eventual renúncia à viabilidade de eleger um sucessor. Nos bastidores, surge a ideia de Ezequiel assumir o Governo antes do prazo legal e coordenar o processo. Embora não haja acordo fechado, o diálogo avançou.
O PT estadual rejeitou a possibilidade de repetir a estratégia de Zenaide Maia e disputar o Senado sem um segundo nome na chapa. O partido avalia que isso poderia fortalecer a senadora, ao atrair o segundo voto do eleitor de esquerda. Bolsonaristas adotam lógica semelhante para conter a dispersão de votos. Zenaide, por outro lado, pode deixar o segundo voto livre na disputa.

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