O PT do Rio Grande do Norte avalia cenários eleitorais com e sem Natália Bonavides na chapa de deputado federal. Mesmo com a possível saída dela, o partido acredita que mantém condições de eleger três parlamentares. A principal dúvida envolve a redistribuição dos votos e o equilíbrio interno da federação. Antes de decidir, o partido pretende aprofundar pesquisas e projeções.
Na corrida para 2026, candidatos ao Governo do RN disputam o apoio de prefeitos como se isso fosse decisivo. Apesar dos números inflados nos discursos, a presença efetiva dessas lideranças nos palanques tem sido bem menor. A experiência eleitoral mostra que prefeitos são fundamentais nas disputas proporcionais, mas têm influência limitada nas majoritárias. A história confirma: ajudam, mas não determinam resultados.
A reconfiguração dos palanques eleitorais no RN tem provocado mudanças bruscas de discurso. Walter Alves e Hermano Morais exemplificam esse movimento, ao passarem de aliados do governo a críticos contundentes. Embora a mudança de posição seja legítima, chama atenção a ausência de transição na narrativa. O “cavalo de pau” retórico expõe a lógica dura do jogo político.
Apesar da chapa majoritária praticamente definida, a direita no Rio Grande do Norte ainda passará por mudanças partidárias. Álvaro Dias, Styvenson Valentim e Ezequiel Ferreira estão no centro dessas articulações. As trocas envolvem controle de siglas e acesso ao fundo eleitoral. O movimento também alcança as chapas proporcionais, com destaque para Carla Dickson e Nina Souza.
A disputa pelo mandato-tampão no Rio Grande do Norte entrou em uma fase estratégica decisiva. A oposição concentra esforços em inviabilizar a renúncia de Fátima Bezerra ou a vitória do PT na eleição indireta. Embora haja chances reais de renúncia e eleição do sucessor, o cenário se tornou mais complexo e arriscado. Assumir o governo a partir de abril pode representar mais riscos do que vantagens para qualquer lado.
O texto analisa o cenário em que a oposição vence a eleição indireta e assume o mandato-tampão no RN. Em qualquer desfecho — com ou sem caos financeiro — o novo governo tende a sair politicamente desgastado. A ausência de colapso desmoraliza o discurso oposicionista; a existência dele transfere culpa ao governante da vez. O mandato-tampão pode acabar sendo mais uma armadilha do que um trunfo eleitoral.

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