A eleição indireta para um mandato tampão no Governo do RN deve ocorrer no final de abril e funcionará como um ensaio das eleições de outubro. No campo governista, o PT avalia lançar Cadu Xavier, que já é pré-candidato ao Governo. O grupo de Rogério Marinho se articula em torno do prefeito Fernandinho, com possível apoio de Styvenson Valentim. Na federação PP e União Brasil, as conversas avançam sem definição pública de nomes.
O silêncio prolongado de Walter Alves e, principalmente, de Ezequiel Ferreira gerou um ambiente de incerteza no planejamento político do governismo no RN. Um projeto que parecia organizado, com nominatas fortes e liderança definida, se desfez rapidamente. A recondução de Walter ao comando do MDB e a debandada de nomes expuseram o descontrole. Resta a incógnita: o silêncio de Ezequiel é hesitação ou estratégia calculada?
Rafael Mota está em fase final de filiação ao PCdoB para disputar uma vaga de deputado federal pela Federação Brasil da Esperança. Ele entra na vaga deixada por Milkley Leita, fortalecendo a nominata governista no RN. A federação reúne nomes competitivos de PT, PV e PCdoB. A expectativa do grupo é eleger até quatro parlamentares.
O PT confirmou oficialmente a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado em 2026, após reunião em Brasília com a cúpula nacional do partido. A decisão implica a renúncia da governadora ao mandato no dia 2 de abril, de forma irreversível. Mesmo com a recusa de Walter Alves em assumir o Governo e o risco de derrota na eleição indireta, o partido decidiu manter sua estratégia. A direção nacional também irá negociar com o MDB a permanência da aliança governista no RN.
O coronel Hélio aguarda uma conversa com o senador Rogério Marinho para definir seu projeto político para 2026. Ele manifesta interesse em disputar o Senado, mas afirma que quer ouvir os planos do PL antes de tomar uma decisão. O cenário depende de possíveis mudanças na chapa majoritária do grupo. Outras alternativas, como vice-governadoria, suplência ou Câmara Federal, também estão em avaliação.
A senadora Zenaide Maia anunciou ter enviado R$ 132 milhões em emendas ao RN, afirmando ter batido um recorde. A publicação gerou reação do senador Styvenson Valentim, que criticou parlamentares que divulgam números sem mostrar a aplicação dos recursos. Em tom duro, ele afirmou que seu diferencial é não desviar dinheiro de emendas. A troca evidenciou um embate indireto entre os dois senadores.

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