Após a decisão de Walter Alves de não assumir o Governo, o PT potiguar passou a enxergar uma oportunidade na eleição indireta. A maioria do partido defende Cadu Xavier como nome para o mandato tampão, apostando no fortalecimento político, no enfrentamento do discurso da quebradeira e na defesa do legado de Fátima Bezerra. O principal desafio agora é conquistar os 13 votos necessários na Assembleia Legislativa.
O texto esclarece equívocos sobre a eleição indireta para o mandato tampão de governador no RN. Explica a ordem correta da sucessão, o papel provisório de quem assume interinamente e a obrigação de convocar eleições em até 30 dias. Destaca que não há lei vigente regulamentando o processo e que caberá à Assembleia definir as regras. Também aponta possíveis questionamentos jurídicos conforme os critérios adotados.
As eleições de 2026 para deputado federal evidenciam o impacto desigual das emendas PIX na disputa eleitoral. Parlamentares com acesso a grandes volumes de recursos consolidam apoios municipais, enquanto novos candidatos largam em clara desvantagem. O mecanismo dificulta a renovação da bancada e cria uma contradição com o discurso de igualdade defendido pela legislação eleitoral. O resultado é um processo profundamente distorcido.
O senador Rogério Marinho prepara um grande evento político em Natal, reunindo prefeitos, vereadores e lideranças do PL. Embora inicialmente pensado como lançamento de pré-candidatura ao Governo, o ato servirá principalmente para demonstrar força e liderança. Mesmo sem intenção de disputar o Executivo estadual, Rogério busca manter o controle político e evitar que uma futura desistência seja interpretada como fraqueza. A estratégia é preservar protagonismo e poder de articulação no campo da direita potiguar.
A eleição indireta para um mandato tampão no Governo do RN deve ocorrer no final de abril e funcionará como um ensaio das eleições de outubro. No campo governista, o PT avalia lançar Cadu Xavier, que já é pré-candidato ao Governo. O grupo de Rogério Marinho se articula em torno do prefeito Fernandinho, com possível apoio de Styvenson Valentim. Na federação PP e União Brasil, as conversas avançam sem definição pública de nomes.
O silêncio prolongado de Walter Alves e, principalmente, de Ezequiel Ferreira gerou um ambiente de incerteza no planejamento político do governismo no RN. Um projeto que parecia organizado, com nominatas fortes e liderança definida, se desfez rapidamente. A recondução de Walter ao comando do MDB e a debandada de nomes expuseram o descontrole. Resta a incógnita: o silêncio de Ezequiel é hesitação ou estratégia calculada?

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG