Rogério Marinho oficializou sua saída da disputa pelo Governo do Estado e anunciou Álvaro Dias como candidato do PL. A decisão foi atribuída a um pedido de Jair Bolsonaro para coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Álvaro assume como alternativa após a recusa de Styvenson Valentim, mas enfrenta fragilidades eleitorais e um processo na Justiça Eleitoral. A chapa ainda segue indefinida, com vagas abertas para vice e segundo nome ao Senado.
Com o rompimento de Walter Alves com o PT e a desistência de Rogério Marinho, o cenário político do RN foi redesenhado. Allyson Bezerra surge como o principal beneficiado, tanto pelos números das pesquisas quanto pelo enfraquecimento dos adversários. O governo perde força e o centro se fortalece com novas alianças. Ainda assim, o quadro reflete apenas o momento atual, com muitas mudanças possíveis até outubro.
Em live realizada nesta terça-feira, o senador Styvenson Valentim afirmou que iria se reunir com Álvaro Dias e Rogério Marinho para discutir os rumos políticos. Ele disse que não prioriza cargos, mas o bem do Rio Grande do Norte. O senador destacou a importância da articulação em Brasília antes de qualquer decisão. Styvenson evitou antecipar posições e reforçou que suas escolhas terão como foco o interesse do Estado.
Rogério Marinho intensificou articulações para convencer Styvenson Valentim a disputar o Governo do Estado. Paralelamente, tenta reorganizar o tabuleiro do Senado, envolvendo Álvaro Dias e Ezequiel Ferreira em uma possível aliança com o PL. Rogério já comunicou que não será candidato ao Executivo e pretende anunciar a chapa completa até quinta-feira. As resistências e indefinições, no entanto, ainda exigem costura política fina.
O PT potiguar reafirmou oficialmente a decisão de renúncia de Fátima Bezerra para disputar o Senado e trabalha para eleger um candidato ao mandato tampão. Nos bastidores, porém, o partido já definiu uma estratégia alternativa: se não houver votos suficientes, Fátima recua e conclui o mandato. A avaliação interna é que permitir a oposição no Governo prejudicaria toda a estratégia eleitoral de 2026. Por isso, o PT decidiu que não haverá qualquer brecha para a oposição assumir o Executivo estadual.
A decisão de Walter Alves de não assumir o Governo e apoiar Allyson Bezerra já era esperada, mas o foco agora é o pós-anúncio, especialmente a permanência dos cargos do MDB. Argumenta-se que manter espaço na estrutura do Estado não faz sentido, já que o MDB passa a atuar em aliança adversária ao Governo. Também é considerada improvável a hipótese de apoio paralelo do MDB a Fátima ou ao PT na eleição indireta. A conclusão é que o rompimento tende a ser total, com exonerações e redistribuição de cargos para atrair novos aliados.

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