A definição do segundo nome ao Senado segue indefinida nos principais palanques do RN. No campo da direita, há debate entre identidade ideológica ou não com a escolha do Coronel Hélio. No grupo de Allyson se discute se Zenaide precisa de um segundo nome. No governismo, também há divergências estratégicas. A escolha do segundo nome pode ser decisiva para consolidar ou fragilizar as chapas.
A movimentação em torno da eleição indireta no RN mostra um cenário desigual. Enquanto a oposição trata o tema com indiferença, o PT fez do tema absoluta prioridade e articula votos e consolida apoios. O prazo após eventual renúncia seria curto: apenas cinco dias para registrar chapas. Hoje, o partido governista larga na frente na disputa pelo mandato-tampão e Francisco do PT é o nome mais citado nos bastidores.
As projeções para deputado federal indicam um cenário de forte concentração de votos em 2026. Em 2022, 20 nominatas disputaram a eleição, e várias delas somaram votações expressivas sem eleger representantes, acumulando cerca de 720 mil votos. Com a provável redução drástica no número de chapas competitivas, esses votos tendem a migrar para poucas nominatas. A diminuição das opções ao eleitor deve elevar substancialmente as votações individuais. Por isso, quem fez 100 mil votos em 2022 precisará mirar entre 130 mil e 150 mil no próximo pleito.
Apesar de não haver novas pesquisas registradas no TSE para divulgação no Rio Grande do Norte, é pouco provável que os levantamentos tenham parado. Os recentes acontecimentos políticos podem ter provocado impactos ainda em avaliação pelas campanhas. A ausência de divulgação sugere que os números talvez não estejam favoráveis a nenhum dos principais grupos. Em vez de publicidade, as pesquisas estariam sendo usadas estrategicamente para ajustes internos. Afinal, em período eleitoral, informação é poder — e também arma.
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A formação do palanque da chamada “terceira via” no RN revela forte migração de quadros da base governista. Senadores, prefeitos e deputados que orbitavam o Governo passaram a compor o grupo liderado por Allyson Bezerra. Enquanto isso, o campo da direita não registrou movimento semelhante em direção ao Centro. O texto analisa o “DNA” político dessa nova configuração.
Após críticas pela permanência de seus indicados no Governo, mesmo após o rompimento político, Walter Alves decidiu agir. O vice-governador entrou em contato pessoalmente com cada nome indicado para cargos de comando e solicitou a entrega imediata das funções. As exonerações feitas por Fátima Bezerra ampliaram a tensão e geraram disputa de narrativas. A medida busca reduzir desgastes e encerrar o impasse.

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