A deputada federal Carla Dickson aproveitou a abertura da janela partidária para deixar o União Brasil e se filiar ao PL. A mudança foi articulada com Rogério Marinho e parecia oferecer melhores condições de reeleição. No entanto, a possível entrada de Nina Souza na mesma nominata alterou o cenário interno. Agora, Carla enfrenta uma disputa mais acirrada dentro do próprio PL.
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A formação da nominata estadual liderada por Ezequiel Ferreira ainda é uma incógnita na política do RN. Após o rompimento político com Walter Alves, a lista inicial de deputados se desfez e os nomes passaram a se distribuir por diferentes palanques. Mesmo assim, Ezequiel mantém forte influência entre parlamentares de vários grupos. Quando ele definir seu partido, o chamado “efeito Ezequiel” poderá provocar mudanças em diversas nominatas.
A disputa pelo mandato-tampão no RN abriu um debate estratégico entre partidos de oposição: quem seria mais forte na eleição para o Senado, Fátima Bezerra ou Natália Bonavides. A decisão pode influenciar diretamente a estratégia para permitir ou impedir a renúncia da governadora. Caso Fátima permaneça no cargo, Natália seria a candidata do PT ao Senado. Diante disso, a oposição tenta calcular qual cenário eleitoral seria mais favorável.
O senador Rogério Marinho articula um grande evento do PL no dia 21 de março para apresentar a chapa ao Governo do RN e ao Senado. Paralelamente, tenta consolidar uma aliança com o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira. Uma reunião com lideranças da direita foi marcada para alinhar detalhes políticos e discutir também a eleição do mandato-tampão. A expectativa é que Ezequiel anuncie em breve sua posição final.
A montagem das nominatas para deputado estadual no Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades, pois muitos pré-candidatos aparecem simultaneamente em listas de diferentes partidos. O principal conflito ocorre no campo da terceira via, envolvendo grupos ligados a Ezequiel Ferreira, Walter Alves e João Maia. A disputa ganhou força após a decisão de Walter de disputar mandato na Assembleia. Com a abertura da janela partidária, a tendência é que os quadros se definam e as listas fiquem mais claras.
A Assembleia Legislativa do RN já analisa a proposta que define o rito da eleição indireta para escolher o governador que concluirá o mandato atual. O processo começa com a renúncia da governadora e do vice, caracterizando a dupla vacância. Em seguida, o presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente e convoca o pleito. A eleição será realizada pelos deputados estaduais e a posse dos eleitos ocorrerá no mesmo dia do resultado.

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