O deputado Kléber Rodrigues vive um momento de forte ascensão política no Rio Grande do Norte e assumiu papel central nas negociações para a eleição do mandato-tampão. Ele articula nominatas do MDB e União Progressista e busca aproximação com a esquerda para disputar a presidência da Assembleia em 2027. Do outro lado, Ezequiel Ferreira organiza nominatas do Republicanos e do PL com meta de formar maioria na Casa. O cenário configura um verdadeiro jogo de xadrez político que influencia as eleições do mandato-tampão e de outubro.
PT e União Progressista intensificaram negociações para viabilizar um acordo político envolvendo a eleição do mandato-tampão no Rio Grande do Norte. A proposta prevê apoio do PT a Allyson Bezerra em eventual segundo turno e a liberação de votos do centro para eleger o sucessor de Fátima Bezerra. O entendimento também envolve articulações para as eleições de outubro e para a presidência da Assembleia Legislativa em 2027. Com cinco votos do centro e oito do governo, a base chegaria aos treze necessários para garantir a eleição.
A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, enfrenta dificuldades para montar sua nominata de deputado federal no Rio Grande do Norte. O deputado João Maia confirmou a situação e admitiu incerteza sobre a permanência de Kelps Lima no grupo. A falta de candidatos que funcionem como “esteira” eleitoral e a dificuldade em formar candidaturas femininas agravam o cenário. Caso uma quarta nominata não se viabilize, Kelps e Benes Leocádio tendem a permanecer na federação ou buscar acordo com o PL.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, marcou para 30 de março a entrega de sua carta de renúncia à Câmara Municipal. A informação foi revelada pelo deputado federal João Maia. Antes de deixar o cargo, Allyson aguarda a entrega de duas obras importantes: o Hospital Municipal e o Complexo Viário 15 de Março. Com a renúncia, o vice-prefeito Marcos Medeiros assumirá definitivamente a Prefeitura até dezembro de 2028.
Faltando 23 dias para decidir se renuncia ao governo para disputar o Senado, Fátima Bezerra depende da eleição indireta que escolherá seu sucessor no mandato-tampão. A disputa envolve três blocos principais: PT, PL e União Brasil. O governo calcula ter oito votos certos e tenta ampliar apoio entre deputados da chamada terceira via. Sem garantia de maioria na Assembleia, a renúncia da governadora ainda é considerada incerta.
A federação União Brasil–PP enfrenta dificuldades para montar suas nominatas de deputado federal e estadual no Rio Grande do Norte. Vários nomes que antes figuravam como pré-candidatos deixaram o projeto e buscam abrigo em outras legendas. Hoje, as chapas contam basicamente com parlamentares de mandato e poucos nomes competitivos. Com o prazo de filiação se aproximando, cresce o risco de novas mudanças nas nominatas.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG