O prefeito de Natal, Paulinho Freire, foi direto e transparente na mais recente entrevista concedida à emissora FM 96, em Natal. Sem arrodeios e sem se esquivar das perguntas, revelou com clareza o que pensa sobre o cenário de 2026.
Paulinho afirmou que prefere ver a oposição unida, mas considera improvável que isso ocorra já no primeiro turno das eleições do próximo ano. Disse ainda que apoiará aqueles que o ajudaram a se eleger prefeito de Natal: Rogério Marinho, Álvaro Dias e Styvenson Valentim.
O prefeito também esclareceu que ainda não está definido por qual partido Nina Souza, sua esposa, disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. A decisão, segundo ele, dependerá das nominatas que estão sendo montadas, optando por aquela que oferecer melhores chances de eleição.
Nesse ponto, a expectativa maior é de que Nina se filie ao PL. Afinal, se o critério anunciado é integrar a nominata com maiores chances eleitorais, a lógica aponta para esse caminho. No bloco União Brasil/PP, Nina disputaria espaço com Benes, Robinson e João Maia, todos com potencial acima de 100 mil votos. Já no PL, a disputa interna seria com Girão, Carla Dickson e General Gonçalves, nomes com potencial eleitoral consideravelmente menor. Simples assim.
Há, contudo, um ponto sobre o qual Paulinho manteve silêncio, mas que faz parte de seus planos políticos. O prefeito pretende disputar o Governo do Estado em 2030. Seu projeto é concluir o mandato, buscar a reeleição na Prefeitura do Natal e, posteriormente, renunciar para disputar o Executivo estadual.
Por isso, as alianças que Paulinho construir em 2026 devem ser vistas como um trampolim para 2030. Ele sabe que quem se eleger governador em 2026 tentará a reeleição e, portanto, será seu adversário direto na disputa futura.



