Enquanto a maior parte das atenções está voltada para o anúncio de Walter Alves e para a virada de mesa que isso provoca no cenário político do Rio Grande do Norte, pouca gente percebeu o verdadeiro gol de placa marcado pelo pré-candidato Allyson Bezerra.
Na mesma semana em que recebeu o apoio do deputado estadual Kléber Rodrigues, Allyson conseguiu atrair para o seu palanque um partido histórico da política potiguar.
Filiado ao União Brasil e já contando com o apoio assegurado do PP, do PSD e agora do MDB, o prefeito de Mossoró deixa para trás a desconfiança de que não teria grupo político nem força suficiente para enfrentar os dois grandes palanques estaduais.
É verdade que a presença de Maia e Alves no palanque oferece munição para os adversários. No entanto, em uma análise de ônus e bônus, a chegada do MDB representa um ganho substancial para a robustez da candidatura.
O movimento de Allyson, ao atrair o MDB e o vice-governador — com chances reais de também atrair o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira — é tão relevante que, já na manhã de hoje, ouvi de diversas fontes relatos sobre uma tentativa de ressuscitar a proposta de um palanque único da oposição.
Com o fortalecimento de Allyson e, ao mesmo tempo, com Rogério se preparando para desistir da disputa, voltaram a circular conversas em torno da unificação da oposição como caminho para uma vitória consagradora ainda no primeiro turno.
Mesmo sendo um cenário pouco provável, a simples retomada dessa discussão e o consenso crescente de que Allyson seria o nome natural para liderar essa unidade são sinais claros de que o prefeito de Mossoró elevou ainda mais o seu patamar político.





