Quando escrevi, há alguns dias, aqui no blog, que a eleição indireta para governador, prevista para abril, seria uma prévia da eleição geral de outubro, eu já dispunha de informações sobre as movimentações dentro dos três grupos que estão se formando para as duas disputas: a indireta e a direta.
Todos sabemos que, em outubro, haverá o palanque do PL, o palanque do PT e o palanque do União Brasil/PP.
Para a eleição indireta de abril, o palanque petista está fechado com o nome de Cadu Xavier. E por que Cadu? Porque o grupo entende que o esforço necessário para eleger A ou B será mais compensador se concentrado em Cadu. Caso seja eleito, ele daria um salto significativo na visibilidade para a disputa de outubro, além de funcionar como uma barreira considerável ao discurso de caos que a oposição já vem utilizando e tende a intensificar.
O grupo do Partido Liberal, comandado por Rogério Marinho, lançou um balão de ensaio com o nome de Álvaro Dias. Nesse caso, ficaria desde já evidente que Álvaro não seria apenas o candidato ao Governo na eleição indireta, mas também na direta.
Assim, Cadu, pelo PT, e Álvaro, pelo PL, seriam os nomes tanto na eleição indireta quanto na direta.
Restaria, então, saber qual nome surgiria do palanque do União Brasil e do PP — e, nesse contexto, também do MDB e do PSD. É até curioso incluir o MDB nessa articulação da eleição indireta, já que foi justamente o MDB quem abriu mão do governo.
Diferentemente dos outros dois palanques, nesse caso, Allyson não seria o nome escolhido. Na condição de favorito, ele tem a expectativa de poder e, se assumisse um mandato tampão, acabaria queimando uma possível reeleição em 2030.
Ainda assim, o palanque de Allyson teria obrigatoriamente que apresentar um nome para a eleição indireta, sob pena de assistir passivamente aos adversários sozinhos no palco. Em política, toda disputa pelo poder é válida. Contando hoje com um bom número de deputados estaduais — os eleitores da indireta — que lhe dão apoio, Allyson teria, sim, cacife para entrar no jogo com um nome que empunhasse sua bandeira.
Como se vê, as eleições diretas de 2026, que ocorrerão em 4 de outubro, começam, na prática, já em abril, aqui no Rio Grande do Norte.





