Rogério confirma que sai do páreo, Styvenson não aceita o Governo e Álvaro é anunciado como candidato do PL

O que era esperado se cumpriu. Em entrevista coletiva concedida há pouco, o senador Rogério Marinho oficializou que não é mais pré-candidato ao Governo do Estado. Anunciou ainda que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, será o nome do PL para a disputa ao Executivo estadual.

Rogério alegou que abandona a corrida ao governo atendendo a um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, para coordenar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Justificou que seria uma ingratidão de sua parte recusar o convite e ressaltou sua fidelidade ao que Bolsonaro representa e defende.

Sobre Álvaro Dias, Rogério afirmou confiar que o projeto apresentado ao Estado, iniciado com o Rota 22, seguirá sob a condução de alguém que compartilha os mesmos ideais que ele.

Os parágrafos acima reproduzem o que foi dito por Rogério na entrevista em que anunciou as mudanças de cadeiras no PL visando as eleições de outubro. Cabe agora tentar interpretar não apenas o que foi dito, mas também o que ficou subentendido, para compreender os desdobramentos desse movimento.

É de conhecimento público que Rogério passou o dia de ontem tentando convencer o senador Styvenson Valentim a ser o candidato ao Governo. Styvenson, que havia afirmado anteriormente que sua principal preocupação era o futuro do Estado e o bem-estar da população, chegou a admitir que, caso Rogério desistisse, poderia disputar o cargo para impedir que o Estado “caísse nas mãos de qualquer um”. No entanto, ele não aceitou mudar sua posição na chapa, fazendo de Álvaro a segunda opção.

Álvaro surge, neste momento, como um candidato mais fraco do que Rogério, ao menos à luz das pesquisas divulgadas até agora. Em nenhuma delas ele aparece à frente de Rogério. O fator atenuante é que Álvaro ocupava até então a chamada “prateleira de baixo”; resta saber como se comportará ao assumir a posição principal.

Outro ponto relevante é que Álvaro é parte em um processo na Justiça Eleitoral, de grande repercussão, ainda relacionado à eleição de Natal em 2024. O julgamento deve ocorrer neste semestre e, em caso de condenação, mesmo que haja recurso, ele se tornaria um candidato sub judice. Sem contar a exploração política dos fatos que constam no processo.

Quanto à decisão de Styvenson de não disputar o Governo, um dos fatores determinantes foi a troca do certo pelo duvidoso. O senador avaliou que a disputa ao Executivo é um projeto de alto risco, que poderia deixá-lo sem mandato. Embora ele justifique que acredita contribuir mais com o Rio Grande do Norte permanecendo em Brasília, vale lembrar que foi o próprio Styvenson quem alimentou a possibilidade de disputar o governo, afirmando ser corajoso e que não permitiria que irresponsáveis administrassem o Estado.

Com a definição do PL de que Álvaro será o candidato ao Governo e de que Styvenson permanece na disputa pelo Senado, seguem em aberto na chapa as vagas de vice-governador e do segundo nome ao Senado. Ambas foram oferecidas ao deputado Ezequiel Ferreira, que informou que só em março terá uma definição sobre o tema.

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