As últimas informações que tenho sobre a tentativa do ex-deputado Kelps Lima de montar uma quarta nominata de deputado federal indicam que a iniciativa está, neste momento, praticamente inviabilizada.
Para entender melhor a situação, é preciso observar os movimentos feitos por Kelps e o cenário atual.
O próprio Kelps já afirmou há algum tempo, e o deputado João Maia também declarou em entrevista esta semana, que o Rio Grande do Norte deverá ter três nominatas fortes com chances reais de eleger deputados federais. São elas: a nominata da federação União Progressista, a federação formada por PT, PV e PCdoB, e o Partido Liberal.
Tanto Kelps quanto João Maia admitiram que até poderia surgir uma quarta nominata, mas reconheceram que essa seria uma tarefa extremamente difícil.
Kelps passou meses tentando estruturar esse quarto bloco. Formou um grupo independente, conversou com diversas lideranças e buscou viabilizar a nova chapa. Ao final, porém, concluiu que a missão era improvável e decidiu se integrar à nominata da União Progressista, reconhecendo que o cenário mais provável seria mesmo a existência de apenas três chapas competitivas.
Posteriormente, o ex-deputado alegou descumprimento de acordos e anunciou sua saída da nominata. Foi a Brasília, conversou com Hugo Motta e recebeu sinal verde para tentar novamente montar a quarta nominata. No entanto, após alguns movimentos recentes, a iniciativa parece caminhar para o fracasso.
Kelps apostou principalmente em um entendimento com o Republicanos. Tentou atrair Matheus Faustino, convidou Benes Leocádio para mudar de nominata, tentou trazer Rafael Motta — que está acertado com o PCdoB — e ainda fez convites a outras lideranças. Todas essas iniciativas, porém, acabaram frustradas.
Diante desse cenário, restam agora dois caminhos para Kelps: desistir da candidatura ou aceitar o convite feito por João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio para retornar à nominata da União Progressista. A promessa feita ao ex-deputado é de que o acordo anterior será cumprido integralmente. O prefeito Allyson Bezerra também entrou nas articulações para tentar convencê-lo, e essa parece ser, no momento, a solução mais provável.





