Depois que foi noticiado que o vereador mossoroense Thiago Marques (Solidariedade) teria sido escalado para reforçar a nominata federal da União Progressista, muitas indagações surgiram a respeito de quem era Thiago e sobre sua capacidade de ajudar o grupo.
Thiago, que disputou em 2024 sua primeira eleição, foi o segundo mais votado para a Câmara Municipal. Desde então, passou a ser cotado dentro do grupo político do prefeito Allyson Bezerra como uma liderança emergente. Ele é hoje uma das pessoas mais próximas do prefeito e, caso Allyson seja o próximo governador, dificilmente Thiago deixará de ser um dos secretários em sua equipe de governo.
O cálculo que o União Brasil fez ao defender que Thiago seja candidato a deputado federal visa modificar a estratégia que vinha sendo executada em Mossoró: dividir a base de Allyson entre apoios a João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio. Nesse cenário, na melhor das hipóteses, cada um deles receberia cerca de 5 mil votos na cidade.
Por outro lado, a avaliação dentro do grupo é que, se Allyson lançasse Thiago — um nome próprio e com potencial eleitoral em ascensão — haveria uma entrega, somente em Mossoró, de mais de 30 mil votos para a nominata. Em uma estimativa menos eufórica, calcula-se que Thiago poderia ultrapassar os 50 mil votos no Estado, caso seja candidato com o apoio de Allyson e com uma boa cota do fundo eleitoral disponível.
Em 2022, o candidato apoiado por Allyson para deputado federal em Mossoró foi o ex-vereador Lawrence Amorim, que obteve, somente na cidade, 33.303 votos. No total, Lawrence superou os 57 mil votos em todo o Estado.
Há a previsão de que, em 2026, o apoio decisivo de Allyson possa garantir a Thiago uma votação superior à de Lawrence. Considera-se que, diferentemente de 2022, quando o prefeito foi apenas um apoiador, agora ele próprio deverá ser o grande puxador de votos da chapa. A expectativa é que Allyson alcance uma votação expressiva em Mossoró, equivalente à obtida na eleição municipal de 2024, quando conquistou mais de 113 mil votos. A chamada “casadinha” de votos entre Allyson e Thiago na cidade é vista como um cenário bastante provável.
Outro argumento considerado para a definição de uma candidatura forte em Mossoró para deputado federal é que, até o momento, não há candidaturas com alta densidade eleitoral na cidade. Os nomes postos até agora são os da vereadora Marleide Cunha e da ex-reitora Ludimilla Carvalho. Nesse cenário, a avaliação é que o voto do eleitor mossoroense pode ser capitalizado caso surja uma candidatura com maior envergadura política.
Um último elemento considerado para a construção de uma candidatura em Mossoró com o aval direto do prefeito Allyson Bezerra é que o movimento também ajuda a gerar, no noticiário político, a percepção de robustez da nominata. Principalmente porque, nos últimos dias, as manchetes tratavam de um esvaziamento e do risco de uma debandada geral na chapa.




