Contagem regressiva: a semana decisiva para fechamento das nominatas

O dia 4 de abril — exatamente seis meses antes da eleição — é a data limite para que todos que pretendem disputar cargos em outubro estejam filiados a um partido político. Restam sete dias para o prazo expirar. A data também marca o limite para que ocupantes de cargos no primeiro escalão se afastem de suas funções.

A filiação partidária e a desincompatibilização são exigências para as pré-candidaturas, mas não garantem que os nomes estarão, de fato, na disputa. Somente as convenções partidárias, previstas para o período de 20 de julho a 5 de agosto, oficializam as candidaturas.

Ainda assim, a data que se aproxima não é menos importante. É nela que os “times” começam a ser definidos. Um pré-candidato só poderá ser escolhido em convenção pelo partido ao qual estiver filiado.

Faço essas observações para entrar no tema que domina a cena política neste momento: o vai e vem na montagem das nominatas. Ninguém está garantido em lugar nenhum. As composições desenhadas durante o dia mudam à noite. Refiro-me à formação das nominatas para deputado federal e estadual.

Com apenas uma semana para o fim do prazo, dois grupos parecem mais tranquilos: o PL e a federação PT/PV/PCdoB. Ambos já contam com nominatas praticamente completas e cheias de confiança — há, inclusive, pré-candidatos excedentes. Cada partido pode indicar até 25 candidatos, sendo, no mínimo, nove mulheres.

Diferentemente dessas duas forças, as demais nominatas ainda vivem momentos de incerteza. O cenário tem sido comparado a uma verdadeira “dança das cadeiras”, em que os envolvidos trocam de posição a todo instante. As idas e vindas são tantas que há quem brinque: não é nominata, é “não me mata”.

Entre os principais grupos, PSDB, MDB e a federação União Progressista (PP e União Brasil) são os que mais chamam atenção.

O PSDB deve abrigar o grupo articulado pelo deputado Ezequiel Ferreira, com apoio do prefeito Paulinho Freire e do ex-vice-governador Fábio Dantas. O destino inicial era o Republicanos, mas, após a sigla ficar sob o controle do pré-candidato ao governo Allyson Bezerra, o caminho passou a ser o ninho tucano. Ainda há vagas a preencher, e o grupo sofreu baixas importantes, como os deputados Ivanilson Oliveira, Eudiane Macedo e Ubaldo Fernandes.

No MDB, as incertezas persistem nesses últimos dias. O partido já perdeu nomes relevantes, como o ex-prefeito Flávio de Berói, que migrou para o PV. Além disso, tenta segurar lideranças como Ivan Júnior, Bibiano e Antônio Jácome, que vêm sendo assediados por outras nominatas.

Já a federação União Progressista conseguiu manter quatro deputados: Kléber Rodrigues, Neílton Diógenes, Nélter Queiroz e Galeno Torquato. Também ganhou o reforço do ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César. Ainda assim, a lista apresenta oscilações. O pré-candidato ao governo Allyson Bezerra dedicará toda a próxima semana exclusivamente à montagem da nominata.

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