Pesquisas, falta de vice e desânimo faz com que chapa de Cadu viva momento de baixa tração política

Quando se faz a pergunta sobre quem será o candidato ou candidata a vice-governador na chapa do petista Cadu Xavier, praticamente ninguém no meio político do RN tem uma resposta concreta.

Das duas, uma: ou o nome está guardado a sete chaves, ou simplesmente não sabe porque esse nome ainda não existe. Neste momento, a segunda hipótese parece mais provável. O PT, hoje, não dispõe de um nome que atenda plenamente às expectativas e, por isso, adia o anúncio.

Há alguns dias, fontes petistas relataram que a governadora Fátima Bezerra buscava um nome com três características: alinhamento com o governo e suas políticas, capital eleitoral e reconhecimento junto à sociedade. A ideia é encontrar alguém que agregue impacto e fortaleça a chapa.

Durante semanas, a mídia política girou em torno de nomes como Larissa Rosado e Márcia Maia. Posteriormente, surgiu também o nome de Marina Marinho, ex-prefeita de Jandaíra.

Entre esses nomes, Larissa parecia atender melhor aos critérios, mas foi direta ao afirmar, em entrevista, que não recebeu convite para compor a chapa.

A ausência de um vice na chapa de Cadu Xavier neste momento, mesmo com ainda seis meses até a eleição, não configura um desastre iminente. No entanto, evidencia uma dificuldade de atrair aliados e parceiros políticos.

O desempenho de Cadu nas pesquisas, após cerca de doze meses de expectativa de crescimento com a associação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reflete um cenário de baixo entusiasmo. A ponto de precisar que um adversário, Fábio Dantas, tenha ido à mídia defender um raciocínio sobre as chances de Cadu chegar ao segundo turno e até vencer a eleição.

O momento reúne fatores que pressionam o cenário: a saída de Fátima da disputa, o desempenho modesto de Cadu nas pesquisas, os primeiros números de Samanda Alves para o Senado e a dificuldade em definir um vice. Tudo isso contribui para um ambiente menos favorável.

A impressão que fica é de que o PT precisa provocar um fato novo. O anúncio de um vice poderia ser um bom começo. O problema é que, neste momento, esse nome ainda é apenas uma miragem.

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