União Progressista monta nominata competitiva, mas pode pode ter deputado de mandato derrotado

Encerrado o prazo das filiações partidárias, passamos agora a analisar como ficaram, no RN, as principais nominatas de deputado estadual. Começamos pela nominata do União Brasil e do PP, que juntos formam a federação União Progressista.

Entre as principais, esta é a nominata que menos teve informações divulgadas até agora. Ou o sigilo foi bem conduzido, ou a chamada “esteira” ainda não demonstra tanta força.

O grupo conta com quatro deputados de mandato: Kléber Rodrigues, Nélter Queiroz, Galeno Torquato e Neílton Diógenes. O principal puxador de votos deve ser Kléber, de quem se espera uma votação acima dos 60 mil votos.

Há, porém, uma complicação envolvendo Galeno Torquato, que está inelegível em razão de uma condenação no TSE. Embora tenha recorrido, é pouco provável que consiga reverter a decisão. Caberá a ele decidir entre manter uma candidatura sub judice, correndo o risco de ter os votos anulados e prejudicar toda a nominata, ou indicar um substituto para apoiar.

Além de Kléber, outro nome forte é o de Cínthia Pinheiro, esposa do pré-candidato a governador Allyson Bezerra. Ela também aparece com potencial para alcançar cerca de 60 mil votos.

O ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César, integra a lista e, segundo observadores, pode ultrapassar os 50 mil votos. Já o vereador natalense Robson Carvalho surge como outro nome competitivo na disputa por uma vaga.

Em uma conta mais direta, esses sete nomes teriam potencial conjunto para ultrapassar os 300 mil votos, podendo chegar, com o desempenho da nominata completa e os votos de legenda, à casa dos 350 mil. Nesse cenário, a federação teria eleição garantida de quatro deputados e boas chances de conquistar uma quinta vaga.

Kléber e Cínthia aparecem como os nomes mais fortes, com maiores chances de eleição. Galeno e Júlio César também figuram bem posicionados. Caso a quinta vaga se confirme, a disputa deve ficar entre Neílton, Robson e Nélter — com dois deles ficando de fora. Um deputado de mandato fora, pelo menos.

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