O pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Kelps Lima, fez severas críticas aos atuais deputados federais do Rio Grande do Norte. As declarações foram feitas durante entrevista concedida na noite desta quinta-feira ao programa “Política sem Filtro”, da Rádio Difusora de Mossoró.
Segundo Kelps, dos oito deputados federais do estado, apenas três — João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio — fazem a política tradicional. Os outros cinco, na avaliação dele, adotam um modelo baseado na aderência à polarização de redes sociais, como o TikTok, o que considera extremamente prejudicial.
Ao comentar a disputa interna na nominata do União Brasil/PP, Kelps analisou o embate direto com João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria, atribuindo à força das emendas parlamentares o peso político desses nomes: “Meus três adversários são políticos tradicionais, muito fortes, que atuam com um jogo de emendas nas cidades pequenas”.
Em uma avaliação contundente sobre o desempenho da atual bancada federal, Kelps foi taxativo ao afirmar que o Rio Grande do Norte carece de representação relevante: “Não tem ninguém representando o RN. A gente não consegue lembrar de um deputado do estado sendo chamado para dar entrevista nacional sobre um tema relevante. A atuação da bancada se restringe à troca de emendas ou à adesão a pautas nacionais que circulam no tic-toc”.
Em tom ainda mais crítico, o pré-candidato classificou os parlamentares como irrelevantes: “O RN não tem deputados federais relevantes. Nós só temos oito cadeiras. Ou colocamos gente competente e relevante, ou o estado continuará irrelevante como é hoje”, avaliou.
O atual líder da bancada federal do estado, Robinson Faria, também foi alvo das críticas. Kelps questionou a falta de articulação interna: “Por que a bancada do RN não se reúne? Primeiro, porque falta um líder interno, alguém com humildade para entender as demandas”.
Durante a entrevista, Kelps também levantou um questionamento sobre a atuação dos parlamentares: “Quem é o deputado federal hoje que, de fato, está pensando no Rio Grande do Norte, e não apenas em suas bases ou em sua ideologia?”.
Ele finalizou afirmando que, atualmente, os representantes priorizam interesses próprios e eleitorais: primeiro pensam em si mesmos e nas bases que lhes garantem votos e permanência no poder, para só depois considerar os interesses do estado.





