O final de semana tem sido intenso para todos os pré-candidatos majoritários no Rio Grande do Norte. Álvaro Dias e Coronel Hélio estiveram no Vale do Açu e em Mossoró, participando de reuniões e cumprindo agendas movimentadas. Ao lado de Rogério Marinho, a dupla participou de diversos compromissos políticos.
Allyson Bezerra e Zenaide Maia também tiveram agenda cheia. Em Parnamirim, realizaram um evento de grande porte ao lado da prefeita Nilda. Nas redes sociais, houve muita comemoração, imagens de forte mobilização e reforço de posicionamento em um dos maiores colégios eleitorais do Estado.
Em outra frente, Cadu Xavier e Samanda Alves também cumpriram uma agenda intensa. Ao lado da governadora Fátima Bezerra, participaram de compromissos na região do Seridó. Já Rafael Motta esteve no Médio Oeste, visitando vários municípios.
O que mais chama atenção neste momento, porém, é a postura do senador Styvenson Valentim. Totalmente fora do grupo, ele mantém uma agenda própria e evita participar dos mesmos compromissos de Álvaro Dias e Coronel Hélio. O único momento em que esteve ao lado dos demais aliados foi no anúncio de Hélio como pré-candidato ao Senado pelo PL. Depois disso, não houve novas aparições conjuntas.
Fica evidente que Styvenson aposta em uma campanha solo. Trata-se de uma escolha política. O senador retoma a estratégia adotada em 2018, quando recusou protocolos tradicionais de campanha e evitou alianças eleitorais, apostando em uma postura mais independente e distante da política convencional.
Styvenson provavelmente faz um cálculo político consciente. Sua liderança nas pesquisas parece estar ligada justamente a esse perfil de candidato antissistema, que busca se diferenciar da política tradicional e evitar associação direta com grupos políticos.
Não é simples afirmar se, do ponto de vista estratégico, Styvenson está certo ou errado. Há críticas à sua postura, mas, ao mesmo tempo, ele continua liderando as pesquisas em diferentes cenários.
Também não existe um modelo único de campanha. Enquanto Styvenson aposta na estratégia do “eu sozinho”, outros pré-candidatos seguem o caminho tradicional: visitam cidades, articulam apoios e aparecem ao lado de lideranças políticas, embora muitas vezes sem provocar maior engajamento emocional do eleitorado.
A estratégia de Styvenson claramente segue um planejamento gradual e calculado, sobretudo porque, até aqui, tem apresentado resultados eleitorais. Ainda assim, para quem acompanha e analisa a política, não deixa de ser um modelo pouco convencional, quase na contramão do padrão tradicional das campanhas. Resta observar até que ponto essa fórmula continuará funcionando ao longo da disputa eleitoral.
A pesquisa Seta com a queda de 15 pontos de Styvenson pode ser uma luz amarela piscando. Ouvidos ao chão.





