Embora o presidente estadual do PSDB, Ezequiel Ferreira, tenha declarado que só pretende encaminhar uma definição sobre alianças partidárias próximo ao fim do prazo eleitoral, os tucanos, na prática, já iniciaram as consultas internas para ouvir os diversos setores da legenda.
A largada foi dada ontem, com reuniões envolvendo os pré-candidatos, para que cada um apresente sua avaliação sobre as possíveis composições políticas. Neste primeiro momento, estão sendo ouvidos os pré-candidatos a deputado estadual. Não há, porém, um prazo definido para o encerramento dessas consultas.
Pelo que ouvi de integrantes do PSDB com os quais conversei, existe hoje uma divisão interna significativa, o que dificulta uma decisão simples ou unificada. Há filiados simpáticos aos três principais palanques em construção no Estado.
Esse cenário pode levar o PSDB a não fechar questão nem impor uma posição única a todos os membros do partido. A tendência observada, neste momento, é de flexibilização, respeitando as diferentes correntes internas e permitindo que cada liderança siga o caminho que considerar mais adequado.
Diante disso, uma das possibilidades em discussão é o PSDB optar por não formalizar aliança majoritária com nenhum grupo político, deixando seus filiados livres para se posicionarem individualmente.
Caso esse caminho seja adotado, o partido também deixaria de contribuir oficialmente com tempo de rádio e televisão para qualquer um dos palanques.
Outra possibilidade considerada é a formalização de uma aliança com um dos grupos políticos, mas com tolerância interna para posições divergentes. Nesse cenário, o PSDB poderia indicar nomes para a vice-governadoria ou para suplências ao Senado. Segundo fontes ouvidas pela coluna, esta é, hoje, a alternativa considerada mais provável.





