Uma frase recorrente quando se analisa a política do Rio Grande do Norte e se fazem previsões sobre as nominatas para deputado federal é que a pré-candidata Thabatta Pimenta (PV) seria uma incógnita. O contexto dessa afirmação é simples: muitos analistas dizem não conseguir prever qual será seu real desempenho na disputa.
O interessante é que essa avaliação costuma ser bastante abrangente. Pode significar desde uma candidatura sem chances até uma das mais competitivas do pleito. Entendo a dificuldade de mensurar o efeito eleitoral de Thabatta, mas acredito que, neste momento, ela já não se enquadra mais no conceito de incógnita.
O que é uma incógnita? É algo que ainda não é conhecido, definido ou esclarecido. No uso mais comum, significa uma dúvida, uma incerteza ou um elemento desconhecido de uma situação.
Thabatta foi vereadora em Carnaúba dos Dantas e, em 2024, foi eleita vereadora de Natal com 7.085 votos. Antes disso, em 2022, quando ainda exercia mandato em Carnaúba dos Dantas, disputou uma vaga na Câmara Federal pelo PSB e obteve 40.533 votos. Em março deste ano, filiou-se ao PV e integrará a nominata federal da federação formada por PT, PV e PCdoB.
Na minha avaliação, Thabatta deixou de ser uma incógnita porque deixou de ser uma dúvida. Se adotarmos o mesmo critério utilizado para ela, praticamente todos os pré-candidatos poderiam ser classificados da mesma forma. Mineiro seria uma incógnita. Bernardo seria uma incógnita. Kelps Lima seria uma incógnita. Gonçalves seria uma incógnita. Nina seria uma incógnita. Em uma eleição proporcional, dúvidas existem para todos os lados.
O que parece motivar a utilização do termo “incógnita” no caso de Thabatta é a percepção de que sua candidatura possui pouca estrutura tradicional, poucos prefeitos aliados e uma forte dependência das redes sociais. A dúvida, portanto, não estaria na candidata, mas na eficácia dessa estratégia eleitoral.
As quatro pesquisas mais recentes divulgadas no Rio Grande do Norte para deputado federal, na modalidade espontânea, ajudam a reduzir essas incertezas. Thabatta apareceu em primeiro lugar no Instituto Metadata, em terceiro no Agora Sei, em oitavo no Exatus e em nono no Seta.
É claro que pesquisas para deputado possuem elevada margem de erro e devem ser analisadas com cautela. Ainda assim, servem como importantes indicadores de competitividade. Por isso, entendo que Thabatta já não pode mais ser tratada como uma incógnita. Ela se consolidou como uma concorrente relevante na disputa por uma das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados.





