TV Ponta Negra/Item: o que a segunda pesquisa revela de interessante sobre a corrida eleitoral no RN

A TV Ponta Negra e o Instituto Item divulgaram os números de sua segunda pesquisa sobre a corrida eleitoral no Rio Grande do Norte. Foram ouvidos 1.250 eleitores em 61 municípios, com margem de erro de 2,77 pontos percentuais. A coleta foi realizada entre os dias 22 e 24 de junho, e o levantamento está registrado sob o número 07966/2026.


GOVERNADOR

Confira os números na pergunta estimulada:

  • Allyson Bezerra (União Brasil): 38,8% — tinha 37,0% em 29 de maio
  • Álvaro Dias (PL): 26,2% — tinha 25,2%
  • Cadu Xavier (PT): 16,2% — tinha 16,4%
  • Robério Paulino (PSOL): 1,0%
  • Dário Barbosa (PSTU): 0,4%
  • Rodrigo Vieira: 0,4%
  • Não sabem / não responderam: 9,0%
  • Indecisos, brancos e nulos: 8,0%

Análise: A principal leitura desta segunda pesquisa é sobre o comportamento dos números no intervalo de aproximadamente um mês. Allyson subiu 1,8 ponto, Álvaro subiu 1,0 ponto e Cadu Xavier recuou 0,2 ponto. Todas as variações estão dentro da margem de erro — o que tecnicamente configura estabilidade.

Mas estabilidade, neste caso, não é um dado neutro: ela confirma e consolida uma hierarquia. Allyson segue com vantagem expressiva de mais de 12 pontos sobre Álvaro Dias, e Álvaro mantém uma distância igualmente confortável de cerca de 10 pontos sobre Cadu Xavier. Sem nenhuma novidade relevante no cenário político, não há combustível para movimentos bruscos — e a tendência é que os números continuem oscilando dentro da margem de erro até o início oficial da campanha, em agosto.

O dado que merece atenção complementar é o volume de indecisos e não respondentes, que somados chegam a 17%. É um contingente relevante que, dependendo de como for mobilizado, pode alterar proporções — especialmente no segundo e terceiro lugares da disputa.

SENADO

A pesquisa também mediu as intenções de voto para o Senado, somando o primeiro e o segundo voto de cada eleitor — o que representa 200% do eleitorado. Os números são:

  • Styvenson Valentim: 38,0% — tinha 38,0% em 29 de maio
  • Zenaide Maia: 37,2% — tinha 38,0%
  • Rafael Motta: 37,2% — tinha 36,8%
  • Samanda Alves: 22,0% — tinha 23,2%
  • Coronel Hélio: 16,4% — tinha 11,2%
  • Sandro Pimentel: 2,0%
  • Rosália Fernandes: 1,6%
  • Luciana Lima: 0,4%
  • Não sabem / não responderam: 24,8%
  • Indecisos, brancos e nulos: 20,4%

Análise: O dado mais chamativo desta pesquisa é o crescimento do Coronel Hélio, que saltou de 11,2% para 16,4% — uma alta de 5,2 pontos percentuais, a única variação claramente fora da margem de erro entre os principais nomes. É um número que exige cautela na interpretação. Crescimentos dessa magnitude, sem um evento político identificável que os explique, podem refletir uma oscilação pontual da amostra mais do que uma tendência real. O comportamento nas próximas pesquisas dirá se houve de fato uma virada ou se foi um ruído estatístico.

O restante do campo está tecnicamente empatado no topo: Styvenson estacionou nos 38,0%, Zenaide recuou levemente de 38,0% para 37,2%, e Rafael Motta avançou de 36,8% para 37,2% — encostando em Zenaide. Styvenson, Zenaide e Rafael estão, na prática, dentro da margem de erro entre si quando se considera a soma dos dois votos, o que transforma a disputa pelas duas vagas em um empate técnico de três candidatos — com Samanda Alves ainda na margem de alcance.

Vale registrar uma característica particular deste instituto: o Item tende a apresentar os primeiros colocados mais próximos entre si do que outros institutos que pesquisam o mesmo cenário. Como esta é apenas a segunda rodada, ainda não é possível determinar se isso é uma peculiaridade metodológica consistente ou variação circunstancial. As próximas pesquisas serão decisivas para entender o padrão.

Por fim, o volume de indecisos e não respondentes para o Senado é significativamente maior do que para o Governo — somando quase 45% do eleitorado considerado. Isso reforça que a disputa ao Senado está longe de se definir e que há um universo enorme de votos ainda em disputa, o que torna qualquer prognóstico definitivo ainda mais arriscado.

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