Larissa era a melhor escolha. O PT só esqueceu de fazer o anúncio parecer importante

Cadu Xavier oficializou, na noite desta sexta-feira, em Mossoró, que Larissa Rosado será a candidata a vice em sua chapa. O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva convocada às pressas e serviu para tornar pública a escolha.

Entre as opções que restaram ao PT, após meses de espera pelo PSDB e por Ezequiel Ferreira, Larissa parecia, de fato, a melhor alternativa para compor a chapa de Cadu.

Primeiro, por ser mulher, o que agrega um diferencial à composição. Segundo, por ter base eleitoral em Mossoró, conferindo regionalidade à chapa. E, terceiro, por possuir um ativo político importante na cidade e na região, fruto de uma trajetória consolidada no cenário político.

Mas, se o PT acertou na escolha, errou na forma. O anúncio foi chocho, capenga e sem impacto.

Tudo aconteceu de maneira atabalhoada. A escolha foi comunicada em uma entrevista coletiva. Ao lado de Cadu estavam apenas a presidente estadual do PT, Samanda Alves, e a pré-candidata ao Senado. Não havia Fátima Bezerra, Rafael Motta, Natália Bonavides nem Fernando Mineiro.

Na política, é preciso saber o momento e a forma de fazer as coisas. Por que anunciar Larissa às pressas? Até o meio-dia desta sexta-feira, praticamente ninguém sabia que ela seria a vice. Segundo relatos, nem a própria Larissa tinha sido comunicada. Poucas horas depois, o anúncio já estava sendo feito.

O PT tinha tempo para fazer melhor. Poderia reunir toda a base aliada, preparar o ambiente político, alimentar a imprensa com expectativa e, acima de tudo, organizar um grande ato em Mossoró, com a dimensão que o momento exigia.

Era importante transformar o anúncio da vice em um marco da campanha. Afinal, a candidatura de Cadu e o palanque governista atravessam um momento de baixa expectativa, especialmente após perderem o apoio do PSDB de Ezequiel Ferreira, do PSOL, do MDB e do PSD.

Com as convenções se aproximando e poucos dias restantes para a definição das chapas, o momento parecia ideal para uma virada de chave. O “time de Lula”, agora completo, merecia um lançamento com muito mais simbolismo e força política.

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