Rafael Motta tem um trunfo que nenhum outro candidato ao Senado possui

Quando observo as pesquisas, gosto de analisar os dados cruzados entre as diversas candidaturas. Nessas observações, há um dado que me chama a atenção quando se trata da candidatura de Rafael Motta (PDT) ao Senado.

Rafael é o único candidato ao Senado, entre os cinco nomes mais competitivos, que conquista fatias importantes do eleitorado nos três palanques. Ele está quase sempre entre os três mais citados pelos eleitores de cada uma das principais candidaturas ao Governo.

É o segundo mais citado entre os eleitores de Cadu Xavier, o terceiro entre os eleitores de Allyson Bezerra e também o terceiro entre aqueles que votam em Álvaro Dias.

Esse é um dado importante porque, numa eleição com cinco candidatos competitivos ao Senado e três palanques fortes na disputa pelo Governo, conseguir conquistar fatias de votos nos três grupos é um trunfo.

Mas isso, por si só, não garante a eleição de Rafael. É necessário ampliar. Seu alvo deve ser o fortalecimento junto ao eleitorado de esquerda, evitando uma fuga de votos dentro do próprio palanque, ao mesmo tempo em que desenvolve estratégias para aumentar sua participação entre os eleitores de centro.

Se o fator positivo de Rafael é justamente transitar bem entre os eleitores dos três palanques, essa característica também pode se transformar em um problema: a perda de identidade. O desafio é ampliar esse trânsito sem despertar um olhar de desconfiança de nenhum dos lados.

É aí que entra o marketing.

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