Vamos agora nos deter em uma análise sobre o momento da nominata federal do PT/PV/PCdoB, que integra a Federação Brasil da Esperança. Observando a sequência das pesquisas como elemento informativo e considerando também informações de bastidores, acredito que o grupo elegerá três deputados. Mas existem alguns movimentos que merecem ser destacados.
Não vejo a campanha da deputada Natália Bonavides com o potencial que alguns apontam de chegar a cerca de 200 mil votos. Natália teve 157 mil votos na última eleição, mais de 50 mil votos à frente do segundo colocado. Mas não sinto, neste momento, uma campanha de Natália com uma dianteira tão grande nem com tamanha pujança. Pode ser que Natália apenas repita o desempenho de 2022, o que considero bastante possível. Sua reeleição, porém, me parece muito provável.
Na sequência, aparecem duas duplas em patamares diferentes. Mais à frente estão Thabatta Pimenta e Dr. Bernardo. Logo atrás, Fernando Mineiro e Odon Júnior. Em um terceiro bloco, mais distante, aparecem Brisa Bracchi, Marleide Cunha e Raposinha.
Nos cálculos que tenho feito, a nominata consegue duas vagas pelo quociente eleitoral e disputa uma terceira pelas sobras. Essa terceira vaga, porém, é bastante provável, mas não está tão segura. Em alguns cenários que tenho analisado a partir das pesquisas, a soma das nominatas adversárias chega a colocar em risco essa terceira cadeira.
Não vejo, neste momento, possibilidade de a nominata eleger quatro deputados. É irreal.
Natália deve ser a mais votada. Na disputa pela segunda posição dentro do grupo, penso que Dr. Bernardo tem vantagem sobre Thabatta Pimenta. Faço essa avaliação porque Thabatta apresenta grande desempenho nas redes sociais, mas transformar essa força em voto exige também estrutura e capilaridade eleitoral. Bernardo, por sua vez, está mais bem distribuído pelo Estado, com apoios significativos em regiões importantes.
Fernando Mineiro terá muitas dificuldades para superar Bernardo e Thabatta. As próprias pesquisas vêm mostrando essa realidade. Odon Júnior faz uma boa campanha, mas, fora do entorno de Currais Novos, ainda não possui uma rede de apoios suficientemente ampla para projetar uma votação maior.
Para assegurar três vagas da esquerda do RN na Câmara dos Deputados, nos cenários que tenho calculado, a nominata precisa ultrapassar com alguma margem a faixa dos 600 mil votos. Para isso, Natália precisa superar os 150 mil votos, enquanto o bloco formado por Mineiro, Odon, Brisa, Marleide e Raposinha precisaria somar mais de 220 mil votos, além da contribuição decisiva das votações robustas que devem ter Bernardo e Thabatta.
É um cenário possível e, na minha avaliação, provável. Mas a terceira vaga ainda precisa ser consolidada.





