De uma pesquisa para outra, Quaest apresenta mudanças bruscas na disputa pelo Governo no RN

A Inter TV Cabugi divulgou, na noite desta sexta-feira (25), a segunda pesquisa Quaest sobre a disputa eleitoral no Rio Grande do Norte.

Os números da pesquisa estimulada para o Governo do Estado são os seguintes:

  • Allyson (UNIÃO): 39% (eram 25% em 24 de agosto)
  • Cadu de Lula (PT): 21% (eram 21%)
  • Álvaro Dias (PL): 18% (eram 19%)
  • Rodrigo Bolsonaro (AGIR): 1% (eram 2%)
  • Indecisos/não sabe/não respondeu: 10% (eram 16%)
  • Branco/nulo: 11% (eram 14%)

Entre os eleitores ouvidos, 77% disseram que a escolha do candidato é definitiva. Outros 23% afirmaram que ainda podem mudar o voto.

A Quaest ouviu 804 pessoas entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número RN-01492/2026.

A pesquisa também ouviu os eleitores sobre possíveis cenários de segundo turno:

Cenário 1:

  • Allyson (UNIÃO): 50% (eram 35% em 24 de agosto)
  • Cadu de Lula (PT): 30% (eram 34%)
  • Indecisos/não sabe/não respondeu: 6% (eram 11%)
  • Branco/nulo: 14% (eram 20%)

Cenário 2:

  • Allyson (UNIÃO): 49% (eram 35% em 24 de agosto)
  • Álvaro Dias (PL): 27% (eram 30%)
  • Indecisos/não sabe/não respondeu: 5% (eram 11%)
  • Branco/nulo: 19% (eram 24%)

Cenário 3:

  • Cadu de Lula (PT): 39% (eram 36% em 24 de agosto)
  • Álvaro Dias (PL): 37% (eram 31%)
  • Indecisos/não sabe/não respondeu: 5% (eram 11%)
  • Branco/nulo: 19% (eram 22%)

Outro ponto levantado pela pesquisa foi a rejeição dos candidatos.

Allyson (UNIÃO)

  • Conhece e poderia votar (potencial de voto): 50% (eram 36% em 24 de agosto)
  • Não conhece: 30% (eram 39%)
  • Conhece, mas não votaria de jeito nenhum (rejeição): 20% (eram 25%)

Álvaro Dias (PL)

  • Conhece e poderia votar (potencial de voto): 34% (eram 32% em 24 de agosto)
  • Não conhece: 27% (eram 26%)
  • Conhece, mas não votaria de jeito nenhum (rejeição): 39% (eram 42%)

Cadu de Lula (PT)

  • Conhece e poderia votar (potencial de voto): 29% (eram 27% em 24 de agosto)
  • Não conhece: 38% (eram 47%)
  • Conhece, mas não votaria de jeito nenhum (rejeição): 33% (eram 26%)

MINHA ANÁLISE SOBRE A DISPUTA PARA O GOVERNO:

O que mais chama atenção na segunda rodada da Quaest é o tamanho da mudança em apenas um mês. Allyson Bezerra saltou de 25% para 39%, um crescimento de 14 pontos percentuais, enquanto Cadu permaneceu com 21% e Álvaro oscilou de 19% para 18%.

A transformação é ainda mais forte nos cenários de segundo turno: Allyson passou de 35% para 50% contra Cadu e de 35% para 49% contra Álvaro. São variações muito superiores à margem de erro de 3 pontos percentuais e que mudam completamente a fotografia apresentada pelo próprio instituto em agosto.

A primeira Quaest havia apresentado uma disputa praticamente embolada, com Allyson em 25%, Cadu em 21% e Álvaro em 19%. Um mês depois, o instituto passa a mostrar Allyson com 39%, abrindo 18 pontos sobre Cadu.

A nova rodada da Quaest apresenta uma configuração bastante diferente daquela registrada pelo próprio instituto em agosto.

PESQUISA PARA O SENADO

A Quaest também perguntou aos eleitores sobre a disputa para o Senado. O resultado abaixo considera a soma das intenções de primeiro e segundo votos. A base percentual é de 100% do eleitorado.

Combinação – votos totais

  • Styvenson Valentim (PODEMOS): 19% (eram 16% em 24 de agosto)
  • Zenaide Maia (PSD): 12% (eram 10%)
  • Samanda de Lula (PT): 9% (eram 8%)
  • Coronel Hélio (PL): 9% (eram 5%)
  • Rafael Motta (PDT): 7% (eram 8%)
  • Rosália Fernandes (PSTU): 1% (era 1%)
  • Sandro Pimentel (PSOL): 1% (era 1%)
  • Gari Wendell Batista (AGIR): 1% (era 1%)
  • Tércio Tinôco (UNIÃO): 1% (era 1%)
  • Indecisos/não sabe/não respondeu: 17% (eram 24%)
  • Branco/nulo: 23% (eram 23%)

ANÁLISE DA PESQUISA:

Na disputa pelo Senado, as alterações são menos espetaculares individualmente, mas também modificam a fotografia da corrida. Styvenson passa de 16% para 19%, Zenaide de 10% para 12% e Coronel Hélio apresenta a maior variação entre os principais nomes, saltando de 5% para 9%.

Samanda passa de 8% para 9%, enquanto Rafael Motta recua de 8% para 7%. Ao mesmo tempo, o percentual de indecisos cai sete pontos, de 24% para 17%. Parte das mudanças, portanto, ocorre paralelamente à redução do grupo que ainda não havia definido seus votos.

A principal transformação da Quaest para o Senado talvez esteja menos na posição individual de cada candidato e mais na redução dos indecisos. Eles caíram de 24% para 17%, enquanto brancos e nulos permaneceram em 23%. Nesse movimento, Styvenson avançou três pontos, Zenaide dois e Coronel Hélio quatro.

Como cada eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado e a apresentação desses percentuais exige atenção à base utilizada, a comparação deve ser feita com cuidado. Ainda assim, a segunda rodada mostra um eleitorado mais definido do que aquele captado pela Quaest em agosto.

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