A polêmica da pesquisa do Instituto Ranking e o julgamento dos apressadinhos

Não tenho nenhuma procuração para fazer a defesa do pré-candidato Allyson Bezerra, mas considero importante registrar uma opinião a respeito da polêmica resultante da divulgação da pesquisa Ranking, na qual Allyson aparece com 19 pontos à frente de Álvaro Dias.

Essa pesquisa foi registrada no TSE pelo Instituto Ranking, uma empresa de Brasília, e o resultado foi divulgado por um portal do estado da Paraíba, o Blog Fonte 83.

Houve uma denúncia ao TRE-RN de que o relatório da pesquisa não condiz com o questionário apresentado no momento do registro. Há nomes no relatório que não constavam no questionário — um erro grave, sem dúvida.

Os adversários de Allyson o acusam por ele ter publicado, em suas redes sociais, o resultado da pesquisa e, após a denúncia de fraude, ter apagado a postagem.

Ora, qual candidato, ao ser informado de um resultado de pesquisa que o coloca na dianteira com folga, não faria o mesmo? Não vejo nisso nenhuma prova que justifique atribuir a Allyson qualquer participação na irregularidade.

É evidente que, em uma disputa eleitoral, cada lado utiliza as ferramentas que tem. Assim como Allyson se apressou em divulgar os números que lhe eram favoráveis, seus adversários foram ainda mais rápidos em acusá-lo, sem apresentar provas, de envolvimento com a pesquisa.

Minha convicção é que Allyson fez o que qualquer outro faria: deu publicidade a números que lhe eram favoráveis. Isso, porém, está longe de significar que o erro do instituto possa lhe ser atribuído.

Tenho alertado reiteradamente para a necessidade de um olhar criterioso sobre as pesquisas eleitorais. Por isso, sigo atento aos números. Neste caso específico, acredito que o próprio instituto cometeu um erro: atualizou o questionário na aplicação das entrevistas, mas não atualizou o documento registrado no sistema. Essa, ao que tudo indica, é a explicação mais provável.

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