O STF se reúne para analisar o pedido de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Dos oito ministros que poderiam votar, minha avaliação é que quatro já seriam contrários à investigação. Mesmo com os outros quatro favoráveis, o empate impediria a autorização do procedimento. Ainda há dúvidas sobre o rito da sessão e a possibilidade de um pedido de vista adiar a decisão.
A retirada do processo contra Cabo Deyvison da pauta de julgamento mudou os planos de sua campanha. Uma eventual cassação poderia fortalecer o discurso de perseguição e vitimização do candidato. Até concorrentes do próprio PL viam com preocupação o impulso eleitoral que a perda do mandato poderia provocar. Sem o julgamento, Deyvison precisou fazer uma correção de rota e seguir com sua estratégia de campanha.
A campanha de Álvaro Dias vive um momento de estagnação e queda nas pesquisas, enquanto Cadu de Lula avança. A falta de carisma, a desmobilização de aliados e compromissos não cumpridos ajudam a explicar o cenário. Apesar disso, Álvaro segue no páreo e mantém chances de chegar ao segundo turno. O desafio é reagir rapidamente e impedir que a sensação de desidratação tome conta da campanha.
Duas falas de Ezequiel Ferreira movimentaram o cenário político no final de semana. Em Parazinho, ele fez fortes elogios a Allyson Bezerra e praticamente recomendou seu nome ao eleitor. Depois da repercussão, reafirmou nas redes sociais que seu candidato a governador é Álvaro Dias. A explicação colocou as coisas no lugar, mas ficou a sensação de que o primeiro discurso não foi por acaso.
O deputado estadual Ivanilson Oliveira (PV) aparece bem cotado para conquistar a reeleição pela Federação PT/PV/PCdoB. Presente no grupo de cima das últimas pesquisas, ele trabalha com a meta de duplicar os 27.426 votos obtidos em 2022. Com base eleitoral em Baraúna, Ivanilson aposta também em uma votação expressiva em Mossoró e em outros municípios da região.
A campanha de Álvaro Dias começa a explorar a imagem de Flávio Bolsonaro para ganhar novo fôlego na disputa pelo Governo do RN. A estratégia, sugerida por Rogério Marinho, busca nacionalizar a campanha e fidelizar o eleitorado bolsonarista. Pesquisas recentes apontam estabilidade com tendência de queda de Álvaro, enquanto Cadu de Lula se aproxima ou aparece à frente em alguns levantamentos. A aposta no reforço nacional tenta reanimar a militância e evitar uma curva de queda na reta final da campanha.

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