A disputa pelo Governo do RN chega à reta final marcada pelo equilíbrio e pela incerteza sobre o resultado. Allyson aposta na transferência dos votos de Álvaro Dias, enquanto Cadu busca conquistar eleitores de Lula que votaram em Allyson no primeiro turno. A polarização nacional ganhou força e passou a influenciar diretamente a eleição estadual. Duas estratégias, uma disputa voto a voto e um resultado que pode ser decidido por uma pequena diferença.
Três pesquisas nacionais divulgadas nesta segunda-feira (19) apresentam um panorama da disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula na última semana da campanha presidencial. Os levantamentos dos institutos BTG/Nexus, AtlasIntel e PoderData mostram Flávio numericamente à frente do presidente Lula, mas apresentam movimentos diferentes quando comparados às rodadas anteriores.
Os quatro deputados estaduais do PSDB anunciaram, neste domingo (18), apoio à candidatura de Cadu Xavier ao Governo do RN. Liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, o grupo reúne quase 200 mil votos. A adesão amplia a articulação política de Cadu em regiões como Seridó, Vale do Açu, Agreste e Grande Natal. O movimento acontece na última semana de uma disputa acirrada pelo Governo do Estado.
A Rádio Difusora de Mossoró e o Instituto Item divulgaram, neste sábado, uma nova rodada de pesquisa eleitoral para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Registrada sob o número 01978/2026, a pesquisa ouviu 1.250 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais.
A pesquisa Datavero divulgada nesta sexta-feira (16) mostra, pela primeira vez, Cadu numericamente à frente de Allyson, com 50,53% contra 49,47% dos votos válidos, configurando empate técnico. O levantamento revela que Cadu mantém 94,78% dos seus eleitores do primeiro turno, enquanto Allyson conserva 78,86%. Apesar de Allyson receber 76,91% dos votos declarados pelos eleitores de Álvaro Dias, 18,43% dos seus próprios eleitores do primeiro turno afirmam que agora votam em Cadu. Esses movimentos ajudam a explicar o equilíbrio da disputa e revelam mudanças importantes no comportamento do eleitorado.

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