O texto analisa o cenário em que a oposição vence a eleição indireta e assume o mandato-tampão no RN. Em qualquer desfecho — com ou sem caos financeiro — o novo governo tende a sair politicamente desgastado. A ausência de colapso desmoraliza o discurso oposicionista; a existência dele transfere culpa ao governante da vez. O mandato-tampão pode acabar sendo mais uma armadilha do que um trunfo eleitoral.
O texto analisa o cenário em que o PT vence a eleição indireta para o mandato-tampão no RN e mantém o controle do governo. A depender do desempenho administrativo entre abril e setembro, o partido pode transformar o período em trunfo eleitoral ou em fator de desgaste. O equilíbrio financeiro fortalece o discurso do legado de Fátima e a associação com Lula; o caos, por outro lado, alimenta a narrativa oposicionista. O impacto para a oposição será analisado em uma próxima postagem.
Allyson Bezerra confirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado durante o evento “RN do Futuro”, em Natal, e anunciou que renunciará ao cargo de prefeito no fim de março. O anúncio antecipou um movimento já esperado, embora Allyson preferisse oficializar a candidatura apenas após a renúncia. Politicamente, o cenário pouco muda, mas administrativamente o prefeito terá que conciliar a gestão com a pré-campanha. A chapa está quase fechada, restando apenas a definição do segundo nome ao Senado.
A eleição indireta para o mandato-tampão no RN gira em torno da posição do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira. Embora mantenha silêncio estratégico, uma declaração sobre voto aberto indica que ele já trabalha com o cenário de renúncia da governadora. A frase sugere uma sequência clara: dupla vacância, eleição indireta e votação aberta no Legislativo.
Às vésperas do evento “RN do Futuro”, cresceu a pressão para que Allyson Bezerra anunciasse sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Apesar da expectativa criada na mídia e entre aliados, a resistência parte do próprio prefeito, que condiciona o anúncio à renúncia imediata ao cargo. O impasse gerou críticas, frustrações e elevou a curiosidade sobre o desfecho do encontro.
Com os anúncios das vices nas chapas de Álvaro Dias e Allyson Bezerra, apenas a chapa governista segue sem definição. O pré-candidato Cadu Xavier confirmou que a vaga será ocupada por uma mulher. Larissa Rosado e Márcia Maia são os nomes em avaliação. Internamente, Márcia aparece como favorita pelo resgate do legado de Wilma de Faria.

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