Enquanto a propaganda eleitoral segue sem empolgar, os debates ganham protagonismo na campanha pelo Governo do RN. Allyson Bezerra, líder nas pesquisas, tende a concentrar os principais ataques dos adversários. Cadu de Lula, Álvaro Dias e Robério Paulino devem repetir a estratégia de pressionar o prefeito de Mossoró. Os novos confrontos podem ajudar os eleitores ainda indecisos a definir o voto.
A distribuição do Fundo Eleitoral pelo Partido Liberal entre os candidatos a deputado federal está sendo motivo de muitas contestações internas. Há candidatos que entendem existir um direcionamento claro para favorecer alguns nomes em detrimento de outros considerados igualmente competitivos.
A ausência de Rogério Marinho na campanha estadual começa a gerar incômodo e cobranças dentro do PL no Rio Grande do Norte. Aliados avaliam que o senador está concentrando suas atenções na eleição presidencial e deixando compromissos locais em segundo plano. Enquanto isso, Álvaro Dias e seu vice enfrentam um esforço redobrado para conduzir a campanha e administrar acordos políticos. Também chama atenção entre os aliados a demora na liberação de recursos do fundo eleitoral para a campanha de Álvaro. No meio político, crescem os questionamentos sobre o papel de Rogério e as consequências desse distanciamento para seu futuro político no Estado.
Jorge do Rosário e Cabo Deyvison vêm fortalecendo uma dobradinha eleitoral em Mossoró e municípios da região. A dupla tem realizado agendas conjuntas e movimentações volumosas, especialmente com a “Caminhada dos Elementos”. A estratégia busca fortalecer as duas candidaturas na reta final da campanha. Em Mossoró, Jorge e Deyvison rivalizam diretamente com o palanque comandado pelo prefeito Marcos Medeiros. Além das eleições de outubro, a visibilidade conquistada pode projetar os dois nomes para a disputa política de 2028.
A divisão do fundo eleitoral está provocando revolta e tensão nos partidos do Rio Grande do Norte. PSB, PL, PT, União Brasil e PV enfrentam reclamações sobre os critérios adotados nos repasses. Enquanto alguns candidatos receberam milhões, outros ficaram com valores considerados insuficientes ou seguem sem nenhum recurso. A situação já teria provocado desistências e aumentado a insatisfação entre candidatos de menor porte. Nos próximos dias, a expectativa é de que uma nova onda de desistências possa atingir as nominatas no RN.
Os primeiros repasses do Fundo Eleitoral já levantam questionamentos sobre as prioridades dos partidos no RN. Cadu de Lula recebeu R$ 711 mil do PT, enquanto Álvaro Dias ainda não teve recursos depositados pelo PL. Benes Leocádio recebeu R$ 1 milhão, abaixo dos R$ 1,5 milhão destinados pelo PP a João Maia e Robinson Faria. Embora novos repasses possam ocorrer, os valores iniciais alimentam o debate sobre quais candidaturas são prioridade para cada partido.

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