Está todo mundo fazendo conjecturas sobre como deverão se apresentar os números das pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte, na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula pelo Governo do Estado. Para analisar esse cenário, é preciso considerar alguns fatores que poderão influenciar o comportamento dos eleitores potiguares no segundo turno.
Tive a curiosidade de olhar as redes sociais de alguns dos principais nomes das chapas que disputaram a eleição de domingo para identificar quem já está mobilizado na campanha para o governo no segundo turno.
A decisão do PL no segundo turno passa pelo comando de Rogério Marinho e seus planos para 2030. Na minha leitura, o senador não vê interesse em fortalecer Allyson e não apoiaria o PT. Por isso, a tendência é que os liberais optem pela neutralidade. O palanque de Álvaro, porém, reúne grupos autônomos, que não precisam seguir a posição do partido. Styvenson tende a ficar neutro, enquanto Paulinho Freire e Ezequiel devem escolher um dos lados.
Allyson passou de 78% para cerca de 56% dos votos em Mossoró, sinalizando perda de força em seu principal reduto. Embora sejam disputas diferentes, a redução da vantagem abre espaço para novas perspectivas políticas. Cabo Deyvison emerge como um nome competitivo para 2028, enquanto a esquerda demonstra uma base relevante. Marcos Medeiros precisará melhorar a avaliação da gestão e construir uma identidade própria para buscar a reeleição. O resultado sugere uma disputa municipal mais aberta e deixa a pergunta: por que Allyson perdeu terreno em Mossoró?
Zenaide ainda não se manifestou, nas redes consultadas, sobre seu apoio a Allyson no segundo turno. Sua quarta colocação em Mossoró levanta dúvidas sobre a força do apoio recebido do aliado. Com uma derrota por cerca de cinco mil votos, um desempenho melhor na cidade poderia ter sido decisivo. A análise questiona se a mobilização de Allyson correspondeu à importância da parceria com a senadora. O silêncio não comprova rompimento, mas deixa em aberto como Zenaide participará desta nova etapa.
Robinson Faria ficou a apenas 32 votos de renovar seu mandato na Câmara dos Deputados. Na minha avaliação, sua derrota reflete a dificuldade de transformar bons apoios políticos em votos. Os ataques à sua passagem pelo governo reacenderam lembranças negativas e pesaram na campanha. Em Mossoró, recebeu menos votos que João Maia e Benes, apesar de contar com uma boa estrutura de aliados. Mais do que um apoio pontual que faltou, o desgaste de seu nome ajuda a explicar o resultado.

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