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O dia 22 será marcado por dois grandes eventos políticos no Rio Grande do Norte. De um lado, Rogério Marinho reúne prefeitos e lideranças da direita. Do outro, o Governo do Estado aposta na assinatura da duplicação da BR-304. Mais do que agendas, está em jogo a construção de imagem na pré-campanha.
A eleição indireta para o mandato tampão de governador no RN ainda carece de uma definição crucial: se ocorrerá em turno único ou em dois turnos. A decisão impacta diretamente o número de votos necessários para a vitória. Com três candidatos, o eleito pode surgir com apenas nove votos ou precisar de treze. A Assembleia Legislativa deverá definir as regras assim que encerrar o recesso.
Situação e oposição disputam a narrativa sobre a crise financeira do Rio Grande do Norte. A tese de que ninguém deseja assumir o governo não se sustenta diante dos fatos e dos cálculos políticos envolvidos. Apenas Walter Alves descartou essa possibilidade por estratégia eleitoral, enquanto outros atores enfrentam impedimentos legais ou temporários. O cenário aponta para uma disputa intensa tanto pelo mandato tampão quanto pela eleição de outubro.
A entrega do primeiro Hospital Municipal de Mossoró representa um avanço significativo na saúde pública da cidade, ao ampliar o acesso às cirurgias eletivas e descentralizar os serviços. Além do impacto social, o equipamento assume papel estratégico no discurso político do prefeito Allyson Bezerra. Diante de um cenário polarizado, a aposta do gestor é deslocar o debate eleitoral para a comparação de resultados administrativos. O hospital surge, assim, como símbolo de uma gestão voltada à eficiência e à entrega concreta de políticas públicas.
Ezequiel Ferreira informou a Walter Alves que não acompanhará a aliança do MDB com Allyson Bezerra e, por isso, não se filiará ao partido na próxima janela partidária. A decisão não envolve rompimento pessoal, mas divergência política. O deputado ainda avalia outros partidos e mantém conversas tanto na base governista quanto no campo liberal. No momento, sua prioridade é preservar autonomia e comando político.
A declaração de José Agripino sobre negar carta de liberação a vereadores do União Brasil causou forte repercussão negativa em Natal. A fala foi interpretada como um recado direto contra a migração de Nina Souza para o PL. Após o desgaste, Agripino tentou ajustar o discurso, defendendo um tratamento diferenciado para Nina. Mesmo assim, a decisão gerou incômodo interno e acusações de autoritarismo e privilégio dentro da sigla.

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