O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do RN promete revelar muito mais do que propostas. A expectativa está nas estratégias que Allyson, Álvaro e Cadu adotarão para definir seus principais alvos e conquistar vantagem política. A forma como cada um conduzirá os ataques poderá influenciar diretamente a disputa pelo segundo turno. O desempenho no confronto será o primeiro grande teste da campanha perante o eleitorado.
Cabo Deyvison pode perder o mandato de vereador após deixar o MDB e se filiar ao PL. A eventual cassação, porém, poderá fortalecer seu discurso de perseguição e ampliar sua projeção eleitoral. Allyson Bezerra estaria estimulando candidaturas locais para reduzir o potencial do adversário na disputa federal. Os movimentos de 2026 já antecipam o confronto político entre os dois pela sucessão municipal de 2028.
O PL apresentou nominata completa e desponta com o maior número de candidatos competitivos para a Assembleia Legislativa. O partido projeta superar 500 mil votos e conquistar até oito das 24 cadeiras. União Brasil/PP e a federação governista registraram chapas incompletas e miram cinco e seis vagas, respectivamente. Já o MDB surpreendeu com 23 candidatos e trabalha com a expectativa de eleger dois deputados.
O atraso no pagamento de aposentadorias e pensões pelo Governo do Estado desencadeou uma intensa troca de acusações entre os candidatos Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Após Allyson chamar Fátima Bezerra de "caloteira", Cadu respondeu lembrando a aliança do adversário com Robinson Faria, que encerrou sua gestão deixando quatro folhas salariais em atraso. A campanha de Allyson reagiu resgatando o apoio do PT à eleição de Robinson no passado.
A pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje (03) mostra Lula com 41% no primeiro turno e em empate técnico com Flávio Bolsonaro no segundo, por 46% a 45%. Mesmo após uma sequência de desgastes políticos, Flávio permanece competitivo. A análise aponta que essa resistência se explica menos por sua força eleitoral e mais pela rejeição de parte do eleitorado ao governo Lula. O cenário segue aberto e a polarização continua sendo a principal marca da disputa presidencial.
A campanha de Allyson Bezerra enfrenta uma nova crise interna, desta vez na chapa de deputado federal. O embate entre Benes Leocádio e Robinson Faria agravou um ambiente já marcado por desconfianças e acusações de traição. Nos bastidores, cresce o temor de que a disputa entre aliados prejudique as próprias chapas. A avaliação é que o desgaste interno pode acabar atingindo diretamente a candidatura de Allyson ao Governo do Estado.

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