Saiu a primeira pesquisa sobre a disputa do segundo turno no Rio Grande do Norte. O levantamento foi realizado pelo Instituto Seta, com registro na Justiça Eleitoral sob o número RN-09503/2026. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de outubro, ouvindo 1.500 eleitores, e apresenta margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Dois vídeos de Allyson Bezerra no mesmo dia, tentando explicar sua posição sobre o voto presidencial, chamaram minha atenção. Será que pesquisas internas identificaram algum problema na campanha? A polarização nacional pode estar fortalecendo o voto casado em Lula e Cadu no segundo turno. Allyson parece já saber o tamanho desse movimento. Nós, ainda não.
Está todo mundo fazendo conjecturas sobre como deverão se apresentar os números das pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte, na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula pelo Governo do Estado. Para analisar esse cenário, é preciso considerar alguns fatores que poderão influenciar o comportamento dos eleitores potiguares no segundo turno.
Tive a curiosidade de olhar as redes sociais de alguns dos principais nomes das chapas que disputaram a eleição de domingo para identificar quem já está mobilizado na campanha para o governo no segundo turno.
A decisão do PL no segundo turno passa pelo comando de Rogério Marinho e seus planos para 2030. Na minha leitura, o senador não vê interesse em fortalecer Allyson e não apoiaria o PT. Por isso, a tendência é que os liberais optem pela neutralidade. O palanque de Álvaro, porém, reúne grupos autônomos, que não precisam seguir a posição do partido. Styvenson tende a ficar neutro, enquanto Paulinho Freire e Ezequiel devem escolher um dos lados.
Allyson passou de 78% para cerca de 56% dos votos em Mossoró, sinalizando perda de força em seu principal reduto. Embora sejam disputas diferentes, a redução da vantagem abre espaço para novas perspectivas políticas. Cabo Deyvison emerge como um nome competitivo para 2028, enquanto a esquerda demonstra uma base relevante. Marcos Medeiros precisará melhorar a avaliação da gestão e construir uma identidade própria para buscar a reeleição. O resultado sugere uma disputa municipal mais aberta e deixa a pergunta: por que Allyson perdeu terreno em Mossoró?

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