A candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do RN é tratada como certa, restando apenas ajustes finais. O prefeito tem o apoio consolidado de PP, União Brasil e PSD, enquanto uma aliança com o MDB é considerada improvável. A permanência no União Brasil está resolvida. A renúncia à Prefeitura deve ocorrer na primeira quinzena de fevereiro, após a entrega de obras estratégicas.
O MDB chegou a projetar uma nominata robusta para a Assembleia em 2026, com até dez deputados de mandato. A decisão de Walter Alves de não assumir o Governo e disputar vaga estadual provocou uma debandada de nomes e o esvaziamento do projeto. Restaram apenas Walter e Ezequiel. O plano original de força legislativa ficou pelo caminho.
A Prefeitura de Mossoró avança em uma reformulação mais ampla no primeiro escalão. Novas trocas foram confirmadas nas secretarias de Cultura, Gestão de Pessoas, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Comunicação Social. As mudanças indicam uma reconfiguração administrativa maior do que a inicialmente prevista. O processo ocorre às vésperas de um novo momento político na gestão municipal.
Qual a possibilidade de Styvenson Valentim trocar a disputa pelo Senado por uma candidatura ao Governo do RN? Apesar do discurso público, acordos políticos, fatores partidários e o risco de racha na direita tornam esse movimento improvável. A presença de Álvaro Dias como alternativa e a posição do PL dificultam qualquer mudança de rota. Além disso, Styvenson mantém distância do bolsonarismo organizado. Ele deve seguir candidato ao Senado, onde tem eleição praticamente garantida.
O prefeito Allyson Bezerra promove mudanças no primeiro escalão da Prefeitura de Mossoró antes de seu afastamento. A principal alteração é na Secretaria de Comunicação, que terá novo titular ainda nesta semana. Outras substituições e efetivações devem ocorrer, incluindo a saída de assessores que devem acompanhar o prefeito na pré-campanha. As mudanças já haviam sido anunciadas em dezembro.
O PT já trabalha com a renúncia da governadora Fátima Bezerra e com a realização de uma eleição indireta para um mandato tampão de nove meses. O partido tenta articular apoio com aliados para manter o controle do Governo e evitar que a oposição assuma o comando do Estado em pleno ano eleitoral. O risco de desgaste político e de exposição do legado da gestão pesa nas decisões. Sem garantias de vitória, Fátima pode até recuar da renúncia.

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