Os inquéritos envolvendo Lulinha e a família Bolsonaro seguem sob sigilo, apesar dos frequentes vazamentos atribuídos às investigações. A situação alimenta acusações, tanto à esquerda quanto à direita, de divulgação seletiva de informações. André Mendonça já determinou uma investigação para apurar a origem desses vazamentos. Em pleno período eleitoral, informações fragmentadas podem influenciar o debate político sem que a sociedade conheça o contexto completo. Se o sigilo já não consegue impedir os vazamentos, fica a pergunta: a quem ele ainda protege?
A campanha de Allyson Bezerra definiu uma estratégia clara: priorizar Natal e deixar Marcos Medeiros à frente das mobilizações em Mossoró. A missão coloca o prefeito nas ruas e transforma a eleição também em um teste de sua liderança política. Pesquisa administrativa recente já aponta uma aprovação inferior à registrada por Allyson quando deixou a Prefeitura. Após meses em que Copa do Mundo e eleições dividiram as atenções, Marcos deverá ficar mais exposto à avaliação popular. O paradoxo é evidente: se Allyson for bem, o mérito será dele; se for mal, parte da conta poderá cair no colo de Marcos.
A primeira pesquisa Quaest no RN será divulgada nesta segunda-feira (24), com números para Governo e Senado. O levantamento chega cercado de expectativa diante da grande divergência entre as pesquisas já publicadas no estado. Serão 804 entrevistas presenciais, com margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança. Além da intenção de voto, a Quaest vai medir a avaliação do governo Fátima e outros fatores que influenciam a escolha do eleitor. clique e leia mais.
A federação União Brasil/PP vive disputas internas acirradas nas nominatas para deputado federal e estadual. Na federal, a projeção é de apenas duas vagas para três nomes fortes: Robinson Faria, Benes Leocádio e João Maia. As pesquisas colocam João Maia em situação mais difícil, enquanto o clima entre os três concorrentes é de forte tensão. Para estadual, a projeção é de cinco eleitos, com Kléber Rodrigues aparecendo em situação mais confortável e várias candidaturas disputando as demais vagas. Cínthia Pinheiro, Júlio César e Neílton Diógenes aparecem bem posicionados, mas a disputa segue aberta e pode deixar candidatos com votação expressiva na suplência.
As nominatas federal e estadual do PL estão entre as mais fortes do RN, mas enfrentam uma intensa disputa interna pelas vagas. Para federal, o partido projeta três cadeiras, enquanto seis candidatos aparecem com chances competitivas nas pesquisas. Nina Souza perdeu a condição de favorita isolada, enquanto nomes como Cabo Deyvison, Sargento Gonçalves, General Girão e Juninho Saia Rodada ganham força. Para estadual, o PL trabalha com sete vagas, com cinco candidatos aparecendo inicialmente entre os mais fortes. Com muitos nomes competitivos e poucas cadeiras disponíveis, a disputa interna está cada vez mais acirrada e já provoca conflitos nos bastidores.
A disputa interna na federação PT/PV/PCdoB promete ser intensa nas eleições proporcionais deste ano. As projeções apontam que o PT pode perder espaço para o PV tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa. Para federal, o cenário projetado é de duas vagas para o PV e apenas uma para o PT. Na disputa estadual, o PV pode avançar de três para quatro deputados, enquanto o PT cairia de três para dois. Se essas projeções se confirmarem, o PT poderá sair das urnas com uma redução significativa de sua representação política no RN.

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