O episódio envolvendo o áudio do Banco Master e, agora, o vídeo de Michelle Bolsonaro afirmando ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro aprofundam o desgaste da sua candidatura. A avaliação é que parte do eleitorado de direita não bolsonarista começava a enxergá-lo como uma alternativa viável, mas os acontecimentos interromperam esse processo. A reação de Flávio também contribuiu para ampliar a crise. O cenário cria vulnerabilidades que tendem a ser exploradas pelos adversários durante a campanha.
A primeira-dama Janja da Silva cumpre agenda no Rio Grande do Norte nesta semana em uma visita organizada pelo PT. A programação inclui encontros com mulheres, juventude e militantes petistas. O principal objetivo da visita é mobilizar a base partidária e fortalecer a identidade do chamado “time de Lula” no Estado.
Com a aproximação do período das convenções partidárias, os partidos aceleram as articulações para preencher espaços ainda abertos nas chapas majoritárias e proporcionais. No RN, praticamente todas as legendas ainda têm pendências, desde a definição de candidatos a vice-governador e suplentes ao Senado até ajustes nas nominatas de deputado federal e estadual.
O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, minimizou a crise gerada pelas declarações de Kelps Lima contra Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio. Apesar das críticas duras dirigidas aos três parlamentares, Allyson afirmou que o ambiente na Federação União Brasil-PP continua positivo e classificou eventuais atritos como algo normal em disputas eleitorais. Diferentemente de Kléber Rodrigues, que saiu publicamente em defesa dos deputados, Allyson evitou criticar Kelps ou defender os aliados atacados. A postura chamou atenção por não esclarecer se concorda ou discorda das declarações feitas por Kelps, deixando em aberto sua posição sobre o episódio.
O deputado estadual Kléber Rodrigues (PP) afirmou que não concorda com as críticas feitas por Kelps Lima aos deputados federais João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio. Em entrevista à FM 96, ele destacou a trajetória e os serviços prestados pelos três parlamentares e disse que o episódio já foi superado internamente. Kléber reconheceu que Robinson ficou chateado com as declarações, mas afirmou que houve compreensão por parte de Kelps sobre o impacto de suas falas e que o grupo segue focado no projeto político da Federação União Brasil-PP.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para decidir uma questão polêmica envolvendo a pesquisa AtlasIntel, cuja divulgação foi proibida por decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado acolheu um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a existência de perguntas capazes de induzir o entrevistado a uma percepção negativa sobre o candidato.

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