Cadu Xavier teve o desempenho mais regular entre os três principais candidatos no debate da Rádio FM 98. Mesmo com dificuldades para apresentar propostas novas, demonstrou melhor construção argumentativa e domínio dos temas. O petista conseguiu atacar e se defender mantendo uma postura mais equilibrada que seus adversários. Os debates têm favorecido Cadu tanto na ampliação de seu conhecimento pelo eleitor quanto na associação de sua imagem com Lula.
Álvaro Dias teve desempenho abaixo dos principais adversários no debate promovido pela Rádio FM 98. Durante quase quatro horas, teve dificuldades para apresentar argumentos e dados capazes de convencer o eleitor. Também demonstrou problemas na administração do tempo, na formulação de perguntas e nas respostas aos ataques de Allyson Bezerra. O candidato ainda desperdiçou a oportunidade de explorar a impopularidade do governo Fátima no confronto com Cadu Xavier.
O segundo debate para o Governo do RN mostrou uma mudança clara na estratégia de Allyson Bezerra. Depois de ser alvo dos adversários no primeiro confronto, o candidato partiu para o ataque e apostou na troca de acusações. Álvaro Dias e Cadu Xavier foram os principais alvos dos questionamentos apresentados por Allyson. A estratégia, porém, deixou as propostas em segundo plano e transformou sua participação em um confronto permanente.
Enquanto a propaganda eleitoral segue sem empolgar, os debates ganham protagonismo na campanha pelo Governo do RN. Allyson Bezerra, líder nas pesquisas, tende a concentrar os principais ataques dos adversários. Cadu de Lula, Álvaro Dias e Robério Paulino devem repetir a estratégia de pressionar o prefeito de Mossoró. Os novos confrontos podem ajudar os eleitores ainda indecisos a definir o voto.
A distribuição do Fundo Eleitoral pelo Partido Liberal entre os candidatos a deputado federal está sendo motivo de muitas contestações internas. Há candidatos que entendem existir um direcionamento claro para favorecer alguns nomes em detrimento de outros considerados igualmente competitivos.
A ausência de Rogério Marinho na campanha estadual começa a gerar incômodo e cobranças dentro do PL no Rio Grande do Norte. Aliados avaliam que o senador está concentrando suas atenções na eleição presidencial e deixando compromissos locais em segundo plano. Enquanto isso, Álvaro Dias e seu vice enfrentam um esforço redobrado para conduzir a campanha e administrar acordos políticos. Também chama atenção entre os aliados a demora na liberação de recursos do fundo eleitoral para a campanha de Álvaro. No meio político, crescem os questionamentos sobre o papel de Rogério e as consequências desse distanciamento para seu futuro político no Estado.

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