Já se aproxima de um mês do prazo em que a oposição previa a quebradeira do Estado, cenário que justificou a decisão de Walter Alves de não assumir o Governo. No entanto, o caos anunciado não se concretizou. A folha segue em dia e, embora existam problemas estruturais, o RN não vive o colapso previsto. O discurso de terra arrasada perdeu força e já não domina o debate. As críticas ao Governo continuam, mas sem o tom alarmista de antes. A “bomba” simplesmente não explodiu.
A base aliada definiu o dia 4 de maio como prazo para anunciar a chapa majoritária completa. Até o momento, o PT não iniciou conversas sobre o vice, mantendo todas as possibilidades em aberto. O PDT ficará com a segunda vaga ao Senado e deve oficializar seu nome até a mesma data. O partido avalia positivamente o crescimento de Cadu Xavier e demonstra confiança em sua ida ao segundo turno.
Os pré-candidatos ao Governo do RN intensificam agendas de visitas pelo Estado durante a pré-campanha. Cadu Xavier e Álvaro Dias seguem um modelo tradicional, focado em lideranças políticas. Allyson Bezerra adota estratégia estruturada, com o projeto “167 razões”, valorizando cada município. A abordagem baseada em conexão e conteúdo amplia seu alcance e diferencia sua presença.
TAVEIRA JÚNIOR AMEAÇA DESISTIR DE CANDIDATURA
TAVEIRA JÚNIOR AMEAÇA DESISTIR DE CANDIDATURA
Após o fim dos prazos legais, o cenário político no RN segue agitado, com disputas internas nas nominatas. Vetos, como o de Taveira Júnior no PSDB, revelam a concorrência por espaço entre candidatos. Na federação PT/PV/PCdoB, o “fogo amigo” gera desconforto sobre nomes ligados ao PV. Já na União Brasil/PP, a possível entrada de Carlos Eduardo amplia tensões no grupo.
Dr. Bernardo reagiu às especulações de que poderia retornar ao MDB após eventual eleição, negando qualquer articulação com o vice-governador Walter Alves. O deputado reafirmou sua fidelidade ao Governo e destacou que não acompanhou Walter na saída da base. Os rumores podem ter origem em ex-aliados ou até em movimentações internas. A resposta busca conter desconfianças dentro da nominata e preservar sua imagem junto ao eleitorado de esquerda.
O PT não demonstra preocupação com a demora na escolha do vice de Cadu Xavier, apesar de críticas externas. A definição deve ocorrer apenas em maio, próxima às convenções. Internamente, há percepção de poucas opções no momento, mas expectativa de melhora do cenário. O partido aposta no tempo para fortalecer a chapa e atrair nomes mais competitivos.

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