As dificuldades da nominata do União Brasil para deputado federal têm aumentado as projeções pessimistas sobre o desempenho do partido nas eleições.
Como se sabe, a chapa perdeu Kelps Lima e ficou com uma composição bastante enfraquecida. Nos bastidores, cresce a expectativa de que Mateus Faustino desista da disputa. Segundo interlocutores, ele não estaria disposto a se sacrificar em uma campanha cujo principal efeito seria contribuir para a reeleição de deputados aos quais faz duras críticas pelo desempenho parlamentar.
Entre João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria — os três deputados federais com mandato que integram a nominata —, a avaliação é de que João Maia vive a situação mais delicada. O parlamentar perdeu parte significativa das bases eleitorais que o apoiaram em 2022 e enfrenta dificuldades para conquistar novos apoios.
A disputa interna pela liderança da chapa estaria concentrada entre Robinson Faria e Benes Leocádio. Diferentemente de João Maia, ambos ampliaram suas bases políticas e passaram a contar com importantes colégios eleitorais em seus respectivos redutos.
Nos cálculos da própria Federação União Progressista, a expectativa é conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados, o que significaria que um dos atuais parlamentares ficaria fora da próxima legislatura. No entanto, esse cenário pode ser ainda mais desfavorável. A possibilidade de a federação eleger apenas um deputado federal já é tratada como um risco concreto.
Para alcançar duas vagas, a chapa precisaria de uma votação excepcional dos três deputados de mandato, somada a um bom desempenho de Mateus Faustino e ao surgimento de alguma candidatura do restante da chapa capaz de surpreender positivamente. Esse seria o cenário ideal.
A realidade, porém, parece distante dessa projeção. Mateus Faustino não demonstra o mesmo nível de empenho esperado para uma campanha competitiva e os rumores sobre uma eventual desistência continuam ganhando força. Além disso, o restante da nominata é visto, nos bastidores, como de baixo potencial eleitoral, o que dificulta ainda mais a meta de conquistar duas cadeiras na Câmara Federal.




