Em entrevista nesta sexta-feira ao programa “12 em Ponto” da FM 98, em Natal, o senador Rogério Marinho comentou os planos do PL para as eleições de 2026. Embora tenha afirmado que o processo está sem novidades no momento e que as festas de fim de ano devem dar uma pausa nas conversas — que serão retomadas no veraneio — o senador acabou deixando escapar informações relevantes.
SOBRE O FECHAMENTO DA CHAPA
Rogério afirmou que, dentro da aliança que o PL está construindo, alguns nomes e posições já estão definidos: ele para o Governo, e Styvenson Valentim e Álvaro Dias para o Senado. Evitou, porém, falar em “chapa fechada”, já que outros partidos ainda podem integrar a aliança. Na prática, sua fala deixou claro que o núcleo majoritário está montado, restando a vaga de vice e as suplências dos senadores como posições abertas para negociações futuras.
SOBRE A POSSIBILIDADE DE ALIANÇA COM ALLYSON BEZERRA
Desta vez Rogério foi direto e enfático: não há qualquer movimento que indique possibilidade de união. “Allyson só pode ser candidato a governador, e aqui eu já sou pré-candidato a governador, portanto não tem como isso ocorrer”, disse. Acrescentou ainda outro impeditivo: a presença da senadora Zenaide Maia, aliada de Allyson, e com quem o PL não aceita dividir palanque. A conclusão é clara: a porta está completamente fechada para uma união da oposição nesse cenário.
SOBRE A POSSIBILIDADE DE DESISTIR DA CANDIDATURA PARA ASSUMIR UM CARGO NACIONAL
Questionado sobre essa hipótese, Rogério evitou responder diretamente, reforçando apenas que hoje é pré-candidato ao Governo. Ainda assim, deixou sinais ao afirmar que o processo político envolve variáveis que não controla — o que impede qualquer afirmação definitiva sobre o futuro. A impressão deixada é que Rogério segue aguardando algum movimento de Brasília, mas, enquanto isso, mantém firme o discurso de candidatura ao Governo.
SOBRE AS NOMINATAS DE DEPUTADOS FEDERAL E ESTADUAL DO PL
Rogério disse que ainda não pode divulgar os nomes da nominata, mas adiantou que, para deputado federal, o partido conta atualmente com doze pré-candidatos. Como só é permitido lançar nove, o PL terá que retirar três nomes da lista. Ele afirmou que, em abril, o partido anunciará oficialmente a nominata.





