É notório que parte significativa da mídia potiguar demonstra uma extrema má vontade com a governadora Fátima Bezerra. Nada do que ela faça parece digno de elogios; ao contrário, sempre se encontra uma forma de apontar algo negativo, mesmo em ações reconhecidamente positivas para o Estado.
No passado recente, o alvo era a violência. Mas os números e estatísticas mostraram redução dos índices e comprovaram que o atual governo investiu mais em segurança do que gestões anteriores. Diante disso, a crítica perdeu força. Em seguida, o foco passou a ser as estradas, repletas de buracos. Com o maior programa de recuperação viária do RN — mais de 2 mil km recuperados —, as reportagens desapareceram.
Depois, o assunto foi a saúde: filas no Walfredo Gurgel e caos no Tarcísio Maia. Hoje, o Walfredo não tem mais filas nos corredores, o Tarcísio passa por ampliação e foi aberta uma quarta sala de cirurgia. Agora, o alvo é a educação. O IDEB do estado figura entre os piores do país, e a narrativa recai sobre como uma governadora professora permite tal cenário. Pouco se fala que educação é investimento de longo prazo e que os índices de hoje também refletem erros de governos passados.
Nunca antes houve tanta força concentrada contra uma gestão, nem mesmo contra Robinson Faria, que dilapidou as reservas do fundo previdenciário e deixou quatro folhas em atraso. Essa mídia não pauta a redução da violência, os números do emprego, a recuperação de estradas, a duplicação da BR-304 ou a expansão da energia eólica. Só interessa o que for contra.
Apesar disso, não há novidade: trata-se do jogo político. Cabe ao governo saber reagir, contra-atacar e estruturar sua comunicação, já que dispõe de verbas públicas para isso. Este texto não é uma defesa do governo petista, mas a constatação de que vivemos uma guerra de narrativas. A má vontade de parte da imprensa é um dos fatores que explica a desaprovação de 60% do governo. No fim, é apenas o jogo sendo jogado.