Dobradinhas ao Senado estão definidas e cada grupo vive uma realidade distinta

Com a definição da dobradinha ao Senado no palanque identificado como “Terceira Via”, que terá Zenaide Maia e Tércio Tinôco como candidatos, os principais grupos políticos que disputarão a eleição de outubro agora têm suas dobradinhas completas.

E a que surgiu por último, com Zenaide e Tércio, caminha neste momento para ser a mais unida. Enquanto que as outras duas dobradinhas convive com isolamentos e disputas internas.

Na direita, Styvenson Valentim e Coronel Hélio, são os dois nomes lançados, mas estão longe de uma dobradinha. Styvenson adota como estratégia de campanha uma desvinculação dos grupos políticos tradicionais, além de não querer ser identificado como candidato do bolsonarismo.

Enquanto isso, Hélio gruda no pré-candidato ao Governo, Álvaro Dias, e segue com sua campanha desvinculado de Styvenson.

Na esquerda, onde estão Rafael Motta e Samanda Alves, se percebe uma série de dificuldades na convivência entre os dois candidatos. Enquanto Samanda é considerada dentro do PT como a candidata principal da chapa, justamente por substituir Fátima Bezerra, o desempenho de Rafael em pesquisas causa um incômodo interno.

Os dois tem perfis que facilitam uma identidade de bandeiras e isso poderia ser um facilitador para a dobradinha ser forte, mas a posição atual devido ao desempenho em pesquisas mostra claramente que há duas campanhas que não conseguem se aproximar como deveriam.

Por sua vez, no palanque de centro, a dobradinha Zenaide Maia e Tércio Tinôco, parece ser, no momento, a que está desenhada para funcionar corretamente. Tércio entra na disputa para ser complemento de Zenaide, com a missão de ajudá-la a se reeleger.

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