O início dos depósitos do Fundo Eleitoral nas contas dos candidatos no RN suscitou algumas polêmicas logo de imediato.
Por que o PT depositou R$ 2.340.000,00 para Natália Bonavides fazer sua campanha e R$ 1.800.000,00 para a campanha de Fernando Mineiro, enquanto destinou apenas R$ 711.552,25 para a candidatura de Cadu de Lula ao Governo do Estado? O partido não está apostando nas chances de Cadu?
Por que o PL já depositou R$ 10.280.000,00 para Sérgio Moro fazer campanha ao Governo do Paraná e R$ 5.700.000,00 na conta de Jorginho Mello, em Santa Catarina, mas, até o presente momento (10h43 de 28/08/2026), não depositou um centavo na conta de Álvaro Dias aqui no RN? O PL não acredita nas chances de Álvaro?
Por que o União Brasil enviou R$ 1.000.000,00 para Benes Leocádio fazer sua campanha à reeleição, enquanto o PP destinou R$ 1.500.000,00 para João Maia e o mesmo valor para Robinson Faria? Sabendo que os três disputam duas vagas, o União Brasil não confia em Benes e deixa seus concorrentes largarem com vantagem financeira sobre ele?
Essas são questões que começam a aparecer nos debates entre os formadores de opinião. Cada partido tem seus próprios critérios para a distribuição dos recursos eleitorais, e os valores repassados neste início de campanha não necessariamente representam tudo o que será destinado aos candidatos até o fim da eleição.
Ainda assim, os primeiros movimentos passam uma mensagem política e naturalmente geram interpretações. Afinal, quando um partido escolhe quem recebe mais, quem recebe menos e quem ainda não recebeu recursos, essas decisões também acabam sendo vistas como sinais de quais candidaturas são consideradas prioritárias pelas próprias legendas.





