A possibilidade de realização de eleições indiretas no Estado existe, é verdade. Ainda que, neste momento, a hipótese de a governadora Fátima Bezerra não renunciar ao cargo pareça a mais provável, não se pode deixar de projetar cenários para uma eventual eleição suplementar destinada ao preenchimento do mandato tampão.
As informações disponíveis indicam que os três palanques políticos que vêm se estruturando para as eleições de outubro já estão mobilizados para apresentar candidatos à disputa indireta. Cada grupo, inclusive, já faz sua própria contagem de votos.
No grupo liderado por Allyson Bezerra, a conta atual aponta sete votos: Galeno, Kléber, Hermano, Neílton, Nélter, Terezinha e Taveira.
O grupo alinhado à governadora Fátima Bezerra contabiliza oito votos, com Francisco, Isolda, Divaneide, Eudiane, Dr. Bernardo, Ivanilson, Vivaldo e Ubaldo.
Já o grupo do senador Rogério Marinho também soma oito votos: Azevedo, Tomba, Gustavo, Zé Dias, Kerginaldo, Luiz Eduardo, Adjuto e Cristiane.
O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, ainda não definiu posição e segue como o único indeciso no momento, fator que pode se tornar decisivo para o desfecho do processo.
A quantidade de votos necessária para eleger o ocupante do mandato tampão dependerá das regras que a Assembleia Legislativa ainda deverá aprovar para disciplinar o pleito. Caso se opte por eleição em turno único, com três candidatos, será eleito quem obtiver maioria simples. Se prevalecer o entendimento de maioria absoluta, equivalente a 50% mais um dos votos, e isso não for obtido na primeira votação, os dois mais votados disputarão um segundo turno, sendo eleito aquele que alcançar, no mínimo, 13 votos.





