O nome do deputado Kléber Rodrigues, cuja filiação ao PP está agendada para o próximo sábado, em um evento político na sua cidade de origem, Monte Alegre, é tido hoje como uma liderança política em ascensão no Estado.
Neste momento, Kléber é o escolhido pela federação progressista para negociar, em nome do grupo, a eleição para o mandato-tampão. Ele também se tornou o principal articulador da nominata de deputado estadual formada por PP e União Brasil.
O próprio deputado João Maia, em entrevista recente, revelou que a condução das articulações para o mandato-tampão foi entregue a Kléber e que é ele também quem está organizando a nominata de deputado estadual.
Além disso, Kléber tem o compromisso de Allyson Bezerra de que, caso seja eleito governador, apoiará seu nome para a presidência da Assembleia Legislativa.
A ascensão de Kléber desencadeou um hábil jogo de xadrez dentro do Poder Legislativo, com repercussões em todo o processo eleitoral. De um lado está a liderança e a reconhecida habilidade política de Ezequiel Ferreira, com suas articulações vitoriosas. Do outro, Kléber, em ascensão, tentando ampliar espaço e disputar protagonismo.
Com a ida de Ezequiel Ferreira para o Republicanos e a organização de uma nominata robusta para deputado estadual, ele projeta eleger entre seis e sete deputados. Ezequiel também dialoga sobre a montagem da nominata do PL, que calcula alcançar resultado semelhante.
Nesse meio tempo, Ezequiel é também considerado peça-chave na articulação para a eleição do mandato-tampão. A tendência é que para o lado que Ezequiel se mexer, a possibilidade de êxito é maior.
O jogo de xadrez entre Ezequiel e Kléber nesse momento envolve nada menos que três eleições: A do mandato-tampão, a eleição geral de outubro e a eleição para presidência da Assembleia, em janeiro do ano que vem.
Sobre a eleição para o mandato-tampão, o governismo tenta uma junção com o grupo de centro de Allyson Bezerra, articulado nesse sentido por Kléber Rodrigues, para a costura de um acordo. O cálculo é que oito votos que o governo já tem, somados a cinco votos que viriam do centro, estaria assegurada a eleição.
Nessa disputa, Kléber tenta excluir Ezequiel do processo. No entanto, o presidente da Assembleia tem influência em alguns votos do centro, como também em votos da esquerda. A dúvida para Fátima é se haveria alguma chance desse acordo dá certo sem envolver Ezequiel? Ou se é melhor tentar acordo com ele, excluindo Kléber e seu grupo.
Com relação a eleição de outubro, que está ligada diretamente com a eleição na Assembleia em 2027, os dois líderes também fazem lance no jogo de xadrez.
Ezequiel tem foco nas nominatas do Republicanos e do PL — pretendendo eleger entre 13 e 14 deputados estaduais. Caso consigam atingir essa meta, os dois partidos teriam o controle da Assembleia Legislativa e poderiam definir o próximo presidente da Casa.
Na outra ponta, Kléber Rodrigues busca estruturar duas nominatas fortes dentro de seu grupo político — MDB e União Progressista — com a meta de eleger entre sete e oito deputados nessas duas listas.
Ele também trabalha para estreitar aproximação com a nominata da esquerda (PT, PV e PCdoB), que pode eleger entre cinco e seis deputados, pensando em uma eventual aliança para a disputa da presidência da Assembleia em 2027.
A estratégia de Kléber é unir centro e esquerda para formar maioria. Por isso, ele tem sido um defensor firme de uma aproximação com o PT na eleição indireta do mandato-tampão, buscando uma contrapartida na eleição da Assembleia.
Como se observa, o jogo político está em pleno andamento — e não há amadores nesse tabuleiro. O confronto estratégico entre Ezequiel Ferreira e Kléber Rodrigues tornou-se hoje o principal motor das articulações em torno das várias eleições em curso.





