Marcos Medeiros está a poucos dias de assumir a Prefeitura de Mossoró em definitivo. O que esperar?

Em cerca de um mês, Marcos Medeiros, atual vice-prefeito de Mossoró, assumirá em definitivo a Prefeitura de Mossoró para cumprir o restante do mandato de Allyson Bezerra. Até 31 de dezembro de 2028 — ou seja, por aproximadamente 2 anos e 10 meses — Marcos será o prefeito da cidade.

E o que esperar desse novo momento administrativo de Mossoró?

Duas expectativas distintas começam a se formar. A primeira vem daqueles que aprovam a atual gestão, simpatizam com Allyson e Marcos e esperam uma administração de continuidade, mantendo o ritmo e as diretrizes do trabalho que vem sendo realizado. A segunda é alimentada pela oposição, que aposta na possibilidade de Marcos buscar um distanciamento da influência de Allyson e tentar imprimir marcas próprias à gestão.

O que se observa, no entanto, é que a continuidade administrativa tende a ser a realidade. Marcos já exerce, desde a posse, um papel relevante no centro decisório do Palácio da Resistência e tem sido o condutor de diversas ações administrativas por delegação de Allyson. Na prática, a cidade já vem sendo administrada a quatro mãos há algum tempo.

É natural que o vice-prefeito deseje construir marcas próprias, mas isso não significa um afastamento político de Allyson. A afinidade entre os dois, hoje, é total. É bastante provável que Marcos continue recorrendo a Allyson para aconselhamento, debates de ações e alinhamento de medidas, algo absolutamente comum em transições desse tipo.

Com o processo eleitoral se aproximando, Allyson candidato ao Governo e a campanha ganhando corpo, sua disponibilidade tende a diminuir. Aos poucos, Marcos terá que assumir o comando com maior autonomia. E, caso Allyson venha a se eleger governador, aí sim o novo prefeito estará completamente por conta própria.

Diante disso, Marcos enfrenta um desafio delicado, quase uma linha tênue. Ele precisará se equilibrar por um bom período entre a continuidade e a afirmação de identidade própria antes de consolidar marcas pessoais na gestão. A oposição, inevitavelmente, irá acusá-lo de ser um fantoche de Allyson. Faz parte do jogo político: cabe à oposição tentar criar fissuras. Caberá a Marcos administrar esses conflitos.

Há ainda um elemento adicional: embora exista afinidade pessoal e política, Marcos e Allyson têm perfis distintos. Marcos é mais discreto e menos afeito ao jogo político tradicional. Essa diferença tende a impactar o estilo de gestão e será percebida com relativa rapidez.

Por fim, o horizonte de 2028 já se impõe. Marcos terá o direito legítimo de disputar a reeleição. Será uma eleição decisiva, para a qual o novo prefeito precisará apresentar resultados concretos e alcançar aprovação popular. Isso exigirá equilíbrio entre gestão eficiente e articulação política. Governar bem e, ao mesmo tempo, manter os olhos nas urnas será parte essencial do desafio.

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