Marcos Medeiros na Prefeitura: o oposto de Allyson pode dar certo ?

Quem é Marcos Medeiros? Como ele pensa? Ele tem luz própria? Terá autonomia no cargo ou será um subordinado de Allyson Bezerra? Tem carisma eleitoral? Possui capacidade para administrar uma cidade como Mossoró? É honesto?

Como se vê, são muitas perguntas sobre aquele que, a partir desta sexta-feira, assumirá a Prefeitura de Mossoró. Existem muitas dúvidas e, pelo que se percebe, será inevitável para Marcos a comparação com Allyson Bezerra. A todo momento, essa régua será usada.

Por isso, vou falar de Marcos a partir dessa comparação. O que muda de um perfil para o outro? Não tenho grande proximidade com Marcos, assim como não tenho com Allyson. Com ambos, mantive apenas contatos protocolares. Não faço parte de grupos próximos a eles. Mas posso falar sobre a imagem que construí ao longo do tempo.

Marcos Medeiros é, ao que tudo indica, mais humanista que Allyson. Valoriza mais as pessoas, demonstra maior sensibilidade. Ouvi diversos relatos de que é uma pessoa humilde, de jeito simples, e que parece gostar de ouvir.

Ninguém deve esperar de Marcos uma versão número dois de Allyson nas redes sociais. Ele até tentou, por um tempo, adotar um estilo mais “TikTok”, mas não funcionou — inclusive com episódios que o expuseram de forma negativa. Recuou. Não tem naturalidade para esse tipo de comunicação. Marcos é mais tímido, pouco afeito a ser animador de público.

No quesito carisma eleitoral, os perfis também se distanciam. Enquanto Allyson é uma liderança nata, envolvente e persuasiva, Marcos aparenta ter mais dificuldade nesse campo. É mais reservado, pouco expansivo, de gestos contidos.

Administrativamente, também são diferentes — e é nesse ponto que a comparação será mais exigente. Marcos parece ser mais organizador e planejador. Allyson, por sua vez, é mais ousado, criativo, um sonhador em movimento. Marcos é disciplinado com suas responsabilidades; Allyson é inquieto por natureza.

No campo da fidelidade política, não se espera um rompimento entre criador e criatura. Mas também não se deve imaginar uma postura passiva. Marcos sabe que terá seu próprio julgamento nas urnas daqui a dois anos. Será ele, e não Allyson, o avaliado.

Haverá muitos desafios até que Marcos consiga imprimir sua própria marca na gestão e não fique apenas com o carimbo de continuador da administração de Allyson.

Marcos inicia sua gestão como uma tela em branco fixada na parede. Ninguém sabe, ao certo, qual imagem será pintada. Ele é o artista de sua própria história. A tela começa vazia, mas inevitavelmente será preenchida. Se o resultado será bom ou ruim, belo ou não, caberá ao artista responder por sua obra.

Compartilhe agora:

MAIS POSTS