O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, é, afinal, candidato ao Governo do Estado ou ao Senado? Há uma certa confusão nos movimentos do ex-prefeito, que ora afirma aceitar disputar o Senado, ora diz que seu verdadeiro projeto é concorrer ao Executivo estadual.
OS FATOS
Sobre esse ponto, existe um acordo fechado entre Álvaro Dias e Rogério Marinho, selado no fio do bigode. Caso Rogério seja, de fato, candidato ao Governo, Álvaro aceitaria deslocar sua candidatura para o Senado, formando uma dobradinha com Styvenson Valentim. No entanto, se Rogério desistir da disputa estadual, o compromisso firmado é que Álvaro seja o seu substituto na corrida pelo Governo.
Quem acompanhou as entrevistas de Álvaro em novembro e depois em dezembro percebe claramente uma mudança de abordagem. Em novembro, ele falava de forma direta e sem tergiversações sobre a candidatura ao Senado. Já em dezembro, voltou a ressuscitar o discurso de candidatura ao Governo.
Há uma razão objetiva para isso. Álvaro passou a demarcar novamente espaço no campo do Executivo diante da crescente percepção de que Rogério Marinho tende a desistir da disputa estadual para se integrar ao projeto nacional do PL, que mira a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Ao fazer esse movimento, Álvaro também antecipa um possível cenário em que Styvenson Valentim venha a pleitear a condição de candidato substituto do grupo. Nesse contexto, Álvaro deixa claro que, na sua leitura, o nome para o Governo é o dele — e de mais ninguém.
Caso Álvaro e Styvenson abram uma disputa interna pela candidatura ao Governo, o risco de uma divisão da direita no Rio Grande do Norte seria elevado.
MINHA OPINIÃO
Álvaro Dias não tem, neste momento, grandes motivos para preocupação. Entre ele, Rogério Marinho e Styvenson Valentim, Álvaro é o que reúne mais condições políticas para encabeçar a chapa majoritária. Acredito que Rogério, de fato, desistirá da eleição estadual. Também avalio que Styvenson dificilmente trocará uma eleição praticamente garantida ao Senado por uma disputa arriscada ao Governo.



