Na AL Fátima diz que o RN está bem melhor. Oposição critica comparação com governo que saiu há quase oito anos

A fala da governadora Fátima Bezerra, nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa, representando sua última mensagem àquela Casa, provocou repercussões distintas. Fátima concentrou sua exposição em demonstrar que o Estado não está quebrado, como costuma ser dito, e que, em comparação com o cenário encontrado em 2019, a situação atual é significativamente melhor.

A governadora lembrou que sua gestão enfrentou as consequências da pandemia da Covid-19 e precisou lidar, em 2022, com um corte abrupto na arrecadação do ICMS. Ainda assim, segundo Fátima, o governo conseguiu avançar em obras estruturantes.

Entre os principais marcos citados, destacou o início das obras de duplicação da BR-304 e um amplo programa de recuperação da malha viária estadual. “Recuperamos, pavimentamos e já entregamos 1.400 quilômetros de rodovias. Temos mais 665 quilômetros com obras em andamento. Chegaremos ao fim do ano com 2.100 quilômetros. Estamos executando o maior programa de recuperação de rodovias da história do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Fátima também mencionou como conquista o Ramal do Apodi, obra da transposição do Rio São Francisco que levará água ao Oeste Potiguar. “No RN, a água deixou de ser emergência e se tornou política pública permanente”, disse.

Com o Ramal do Apodi em fase de conclusão, a inauguração da Barragem de Oiticica — a segunda maior do Estado —, a construção de grandes adutoras, a perfuração de poços, a recuperação de açudes e a instalação de cisternas na zona rural, o governo do RN consolidou uma infraestrutura robusta de convivência com as secas.

Ao longo da leitura da mensagem, a governadora elencou ainda ações nas áreas de educação, saúde, obras viárias, políticas sociais, segurança pública e geração de emprego e renda.

Para reforçar a comparação entre o cenário atual e o que encontrou ao assumir o governo, em 2019, Fátima destacou a redução do comprometimento da arrecadação com a folha de pagamento e a melhora nos indicadores de endividamento do Estado.

A oposição recebeu a fala da governadora com ressalvas. O principal argumento é que Fátima não pode manter sua narrativa baseada, de forma permanente, na comparação com a gestão de Robinson Faria, encerrada em 2018. “Fátima não pode ficar comparando com um governo que saiu há oito anos”, reagiu um deputado de oposição ao PT.

Já os parlamentares governistas saíram em defesa da governadora. Segundo eles, se hoje há acusações de que o governo quebrou o Estado, é necessário lembrar como era a situação anterior. “Pelo contrário, ela recuperou o Estado”, afirmaram.

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