Na reta final para fechar nominatas, partidos inflam as metas para atrair pré-candidatos indecisos

O que não falta é otimismo entre os articuladores das principais nominatas que disputarão as eleições proporcionais de outubro, tanto para deputado federal quanto para estadual. Todos demonstram confiança em relação ao número de possíveis eleitos.

O Partido Liberal anuncia uma chapa completa para deputado estadual, com 25 nomes. Com oito deputados estaduais de mandato filiados à sigla e outros nomes fortes na nominata, o grupo calcula eleger entre oito e nove parlamentares.

Na nominata federal do PL, também completa com nove nomes, a expectativa é eleger com segurança três deputados federais e disputar uma quarta vaga, a exemplo do que ocorreu em 2022.

Já o Republicanos, prestes a receber as filiações do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, também anunciou que virá com nominata completa. O ex-vice-governador Fábio Dantas, que atua na articulação do partido, afirmou que a legenda pretende eleger sete deputados estaduais.

Segundo Fábio, o grupo também trabalha na formação da nominata federal, ainda em fase de articulação. A tendência, de acordo com ele, é eleger dois deputados federais.

No grupo que vem sendo chamado de “Terceira Via”, o deputado estadual Kléber Rodrigues é o principal articulador da chapa estadual, que também deverá ser completa, com 25 nomes. Em entrevista a uma rádio de Natal, Kléber afirmou que não será surpresa se a nominata da União Progressista for a que elegerá mais deputados. Internamente, fala-se em sete ou oito eleitos.

Kléber também projetou que a nominata federal da União Progressista deve eleger, com segurança, três deputados federais.

Ainda no campo do centro, está em formação a nominata do MDB, tendo o vice-governador Walter Alves como principal articulador. Vários nomes já foram anunciados como pré-candidatos, e o cálculo feito por Walter aponta para a eleição de três a quatro deputados.

Por fim, entre as principais nominatas, está a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, que também deverá apresentar chapas completas. A projeção de Samanda Alves, presidente estadual da sigla, é eleger entre oito e nove deputados estaduais. Ela lembra que, em 2022, mesmo com uma nominata menos robusta, a federação conseguiu eleger seis parlamentares.

Em relação à nominata federal, Samanda destaca que será a mais forte entre todas, com capacidade para eleger quatro deputados federais.

NOME DE MAIS, VAGAS DE MENOS

Como se observa, as projeções são bastante otimistas. O problema é que os números apresentados pelos partidos superam, com folga, o total de vagas disponíveis.

Nas nominatas estaduais, somando as projeções do PL (oito eleitos), Republicanos (oito), União Progressista (sete), MDB (três) e Federação Brasil da Esperança (oito), chega-se a um total de 34 eleitos — bem acima das 24 vagas existentes.

A mesma euforia se repete nas nominatas federais. O PL projeta eleger três deputados, o Republicanos dois, a União Progressista três e a federação Brasil da Esperança quatro, totalizando 12 eleitos, quando há apenas oito vagas.

Há uma explicação para esse excesso de projeções. Neste momento de formação das nominatas, em que os partidos buscam atrair candidatos, o discurso tende a ser otimista. O problema é que, em muitos casos, o que se vende já ultrapassa o otimismo e entra no campo da euforia.

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