O discurso de Allyson sobre a Previdência esbarra em dois detalhes que ele prefere não mencionar

Enquanto percorre o Estado fazendo discursos e criticando duramente os débitos da Previdência estadual, demonstrando indignação com a situação do sistema previdenciário do Rio Grande do Norte, o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, faz de conta que não existem duas grandes contradições em seu próprio discurso.

A primeira delas é que a Prefeitura de Mossoró, da qual ele foi prefeito até março deste ano, acaba de aprovar, na Câmara Municipal, o parcelamento da dívida do Município com a PREVI Mossoró em 300 meses.

O prazo concedido é um forte indicativo de que a dívida, cujo valor a Prefeitura não divulga, pode ser significativa. A gestão que, segundo Allyson, mantinha as contas previdenciárias organizadas acaba de garantir 25 anos para quitar o rombo.

O parcelamento foi autorizado pela Lei Municipal nº 4.312, publicada no Diário Oficial do Município em 15 de julho de 2026. O prazo abrange débitos acumulados até agosto de 2025.

A segunda contradição está na seletividade com que Allyson aponta os responsáveis pela crise da Previdência estadual. Em seus discursos, ele ignora o fato de dividir o mesmo palanque com um dos ex-governadores frequentemente apontados como responsáveis pelo agravamento da situação previdenciária do Estado: Robinson Faria.

Desapegado da coerência, Allyson tem falado à exaustão para criticar a Previdência. Tem uma cegueira seletiva quando se trata de olhar para quem está ao seu lado e o apoia, fazendo de conta que nada sabe. Além disso, vende sua gestão como modelo em Mossoró, onde a realidade da Previdência pode ser diferente da propaganda.

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