Presença de Marianna Almeida em evento de Allyson revela o quanto o PT foi precipitado

Talvez um dos nomes presentes ao ato de lançamento da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, no último sábado, em Natal, que mais causou frisson entre os observadores da cena política potiguar, tenha sido o da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida.

Isso porque Marianna havia sido publicamente convidada pela governadora Fátima Bezerra para ocupar a vaga de vice na chapa de Cadu Xavier. Como a prefeita pauferrense ainda não havia respondido ao convite, sua presença no evento de Allyson chamou a atenção da mídia e dos bastidores políticos.

O pré-candidato do PT ao Governo, Cadu Xavier, lamentou a escolha de Marianna e afirmou que cada um responderá diante do eleitor pelas decisões que toma. A declaração é previsível, embora Marianna não tenha, necessariamente, que arcar com qualquer desgaste de imagem por não ter se alinhado ao PT.

Nesta história, quem errou foi o próprio PT. O partido fez um convite público, no calor do momento, para uma posição estratégica na formação de uma chapa majoritária, sem que o assunto estivesse previamente alinhado com os envolvidos. Esse não é o tipo de convite que se faz diante de uma plateia munida de celulares, câmeras e flashes.

O PT não apenas passou constrangimento com o convite frustrado, como também entregou aos adversários a senha do jogo. Assim que o convite a Marianna veio a público, Allyson Bezerra procurou a prefeita e a convidou para coordenar sua campanha na Região Oeste. A precipitação petista teve consequências.

Outro ponto relevante é que Marianna não se apressou em tomar sua decisão. Preferiu dar tempo ao tempo. Nesse processo, pesou também o chamado “cheiro da vitória”, expressão propagada por Walter Alves em referência à campanha de Allyson — fator que teria exercido influência decisiva na escolha da prefeita de Pau dos Ferros. E de muitos outros.

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