A imagem que ilustra este texto, com a vereadora Thabatta Pimenta, foi publicada por ela em suas redes sociais nesta quarta-feira. Na legenda que acompanha a postagem, há um título chamativo: “A Primeira Senadora Trans”. Logo abaixo, a publicação afirma que o PSOL nacional quer Thabatta como candidata ao Senado.
O conteúdo divulgado no início da noite reproduz exatamente a informação publicada pelo blog Neto Queiroz na manhã do mesmo dia, quando noticiei a possibilidade de mais uma reviravolta no cenário político, com Thabatta surgindo como possível candidata ao Senado. Na ocasião, destaquei que dois caminhos estavam sendo discutidos.
O primeiro seria a composição de uma chapa da esquerda, com Thabatta como segundo nome, ao lado de Jean Paul Prates como principal candidato. O segundo caminho envolveria um movimento do PSOL nacional, que teria se animado com a possibilidade de lançar Thabatta ao Senado, independente de aliança com o PT.
Ao longo do dia, ouvi duas entrevistas da vereadora sobre o tema. Ela admitiu a possibilidade de candidatura, mas ressaltou o desejo de construção de uma unidade da esquerda em torno de um projeto comum. Ou seja, caso seu nome receba o aval do PT, ela estaria disposta a disputar.
No entanto, ao longo do mesmo dia, cresceu de forma significativa o entusiasmo dentro do PSOL nacional pela candidatura de Thabatta, independentemente do apoio do PT — inclusive diante de uma eventual chapa petista. O partido sinalizou que trataria sua candidatura como prioridade nacional.
A vereadora natalense passou a empolgar setores do PSOL, em Brasília, e, ao mesmo tempo, dividir opiniões dentro do PT. Ouvi de diversas fontes petistas avaliações divergentes: enquanto um grupo defende que o nome ao Senado deve ser alguém de confiança do partido, outro avalia que Thabatta é competitiva e pode trazer uma energia nova ao palanque, especialmente após a desistência de Fátima Bezerra.
UMA PEDRA NO CAMINHO
Assim como surgiram entusiastas em torno da possível candidatura, as entrevistas concedidas por Thabatta também trouxeram à tona um obstáculo relevante. A vereadora é eleitora declarada de Zenaide Maia e reafirmou, nas entrevistas, que pretende votar nela para o Senado.
“Eu tinha decidido meus votos para o Senado em Fátima e em Zenaide. Como Fátima desistiu, permanece minha intenção de votar em Zenaide”, afirmou.
Esse posicionamento representa um desafio para a esquerda. Em um cenário de dobradinha com Jean Paul Prates, como justificar que seu voto não seria nele? Ainda assim, ao ser questionada sobre a possibilidade de candidatura, Thabatta responde de forma direta: “Sim. Por que não?”





