Como já é de conhecimento público, o PT trabalha com uma estratégia definida para as eleições indiretas. O plano principal prevê a renúncia de Fátima Bezerra ao governo e sua candidatura ao Senado. No entanto, se o partido perceber risco de derrota nessa disputa, Fátima permanece no cargo e o PT passa a buscar um novo nome para o Senado.
As reuniões realizadas neste fim de semana ajudaram a dar forma a esse plano B. A avaliação interna é de que, caso Fátima tenha de cumprir o mandato até o fim, o melhor nome para disputar o Senado passa a ser o da deputada federal Natália Bonavides. Publicamente, Natália já afirmou que não está em seus planos disputar o Senado e que a candidatura natural é a de Fátima.
Apesar disso, nas conversas internas é dado como certo que uma eventual substituição de Fátima por Natália manteria o PT competitivo na disputa por uma das vagas ao Senado. A ideia é aprofundar essa análise por meio de pesquisas qualitativas.
Para convencer Natália a aceitar a mudança, o partido avalia que o presidente Lula poderá pedir à deputada que assuma a candidatura como uma missão partidária. Nessas condições, a chance de aceitação seria elevada.
O PT também calcula que, mesmo sem Natália na chapa para deputada federal, buscando uma substituta com peso eleitoral — como a deputada Isolda Dantas —, o partido mantém boas condições de eleger até três nomes para a Câmara dos Deputados.





