Ao mesmo tempo em que percorre o país ao lado do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e participa da montagem das chapas da direita nos estados, o senador Rogério Marinho também articula sua eleição para a presidência do Senado em 2027.
A posição de Rogério é privilegiada. Ele recebeu de Valdemar Costa Neto e de Flávio Bolsonaro a tarefa de coordenar as chapas ao Senado nos estados. Em cada região, o senador se envolve diretamente nas negociações, define nomes e fecha acordos.
Entre os compromissos assumidos, há um ponto central que Rogério não deixa de lado: o apoio dos eleitos à disputa pelo comando do Senado. Segundo assessores, há hoje uma possibilidade concreta de que ele se torne o próximo presidente da Casa.
Mesmo com a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva ser reeleito, as articulações para reduzir a influência do PT no Senado são vistas como promissoras por aliados do PL. O partido calcula que, independentemente do resultado da eleição presidencial, a direita poderá contar com cerca de cinquenta senadores a partir de 2027.
Com promessas envolvendo pautas prioritárias, liberação de emendas e até discussões sobre medidas institucionais, os acordos firmados fortalecem Rogério como um dos principais nomes na disputa pelo comando do Senado.
Enquanto Rogério intensifica sua articulação, Davi Alcolumbre, atual presidente da Casa e possível candidato à reeleição em 2027, enfrenta tensões com seu principal aliado, o presidente Lula, especialmente em torno da indicação de Jorge Messias ao STF.
Rogério trabalha com diferentes cenários e busca viabilizar sua eleição mesmo que Flávio Bolsonaro não vença a disputa presidencial. Nesse caso, o caminho seria mais desafiador, mas, segundo interlocutores, ele afirma já contar com uma base mínima de cerca de 50 votos para tentar garantir o controle do Senado.




